segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mote: O vento só leva aquilo que não está enraizado...

    


Folhas secas, galhos podres,
O que estiver ressecado!
Casca que não serve mais,
Nem para o chão adubado!
Leva tudo em grande estilo;
O vento só leva aquilo
Que não está enraizado!

Só carrega o que não serve
Leva com muito cuidado!
As vezes sopra mais forte,
Leva e deixa no passado!
Devemos ficar tranquilo;
O vento só leva aquilo
Que não está enraizado.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Mote: Quem carrega a própria lata, valoriza a gota d´água...

 

Sei que no galão da vida
Toda tristeza deságua!
Já reguei as atitudes
Pra superar cada mágoa;
Dessa sina tão ingrata!
Quem carrega a própria lata,
Valoriza a gota d´água.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Estou um pouco cansado...

 

Estou um pouco cansado
Das lutas do dia a dia!
Da guerra que mata o homem
Com maldade e tirania!
Do abuso contra a criança;
Da falta de esperança,
E da cara, da hipocrisia!

Estou um pouco cansado
Da fome que é tão cigana!
Cansado da enrolação,
Dos gravatas e dos bacana!
Cansado de tanto artista
Dando uma de racista;
Nas vielas da semana.

Estou um pouco cansado
Do abuso de autoridade!
Cansado de tanto sangue
Pelas ruas da cidade!
Cansado de me cansar,
Cansado até de falar
Da dura realidade.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O urubu...

 


O urubu sobrevoa
A carniça feito grude!
Voa sem bater as asas
Gozando da altitude!
Só vive na terra quente,
Mas nunca ficou doente;
Morre velho com saúde!

Nasce branco e morre preto!
E a sua alimentação?
É a carne muito podre,
Bicho em decomposição!
Tem o pescoço pelado
Como podre e lambuzado;
Nunca tem má digestão.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Mote: Qualquer dor é comparada a dor da separação...

 

Agora fez poucos minutos,
Que recebi uma ligação!
Era Moésio Marinho 
Que disse assim, amigão!
Faça um verso, pra o meu amigo sofrido;
Eu disse assim, eu duvido, se não é separação.    

Tentei me explicar pra ela,
Mas vi que foi tudo em vão!
Eu fiz tudo o que podia,
Mas foi, mais forte a razão!
Mesmo assim tudo acabou;
E eu sinto o peso da dor
Da dor da separação.

A dor do parto, a dor nos rins!
A dor de uma injeção,
Dor de dente, dor de cólica,
Dessas de rolar no chão!
Do corte, da topada,
Qualquer dor é comparada;
A dor da separação.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mote: Cada telha quebrada é a tristeza e a esperança o meu velho cobertor...

 

Tantas noites de chuva e tempestade
Que eu passei numa casa gotejando!
Quando o frio ficava incomodando
Aumentava bem mais minha saudade!
Os trovões, foram a realidade,
Cada raio, aumentava o meu pavor!
Eu tentei me cobrir com tanta dor,
E eu na rede sentindo uma frieza;
Cada telha quebrada é a tristeza
E a esperança o meu velho cobertor.

E a chuva molhando o meu telhado
Procurava uma brecha pra passar!
Cada gota que vinha me molhar
Me trazia um arquivo do passado!
Me mostrava uma alegria, um desagrado
Uma conquista, uma derrota ou um favor,
Uma mágoa, uma raiva ou um rancor;
Mas viver pra mim é uma riqueza!
Cada telha quebrada é a tristeza
E a esperança o meu velho cobertor.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Era só o que faltava...

 

 



Trabalhar, não receber,
Quando eu ia ela voltava!
A energia tão cara,
O papel vinha e cobrava!
Ta caro o bojão de gás;
Hoje eu não cozinho mais!
Era só o que faltava.

A gasolina acabou
Na hora que eu passeava!
Eu sem um real no bolso,
A família reclamava,
As meninas e a mulher!
O jeito é andar a pé;
Era só o que faltava.

Crise por cima de crise,
A política questionava!
Cada um pune o seu lado,
E o pobre comendo fava;
E hoje nem fava, não tem!
Vamos deixar desdém!
Era só o que faltava.

(Lalauzinho de Lalau