terça-feira, 13 de outubro de 2026

Mote: Tinha visto gente ruim, mas não dessa qualidade...

 

Gente amarga como fel
Que planta desigualdade!
Velhaco, véi, trapaceiro,
Faz tudo pela metade!
Cheio de mandinga e pantin;
Tinha visto gente ruim,
Mas não dessa qualidade.

Labiador, lazarento,
O fofoqueiro da cidade!
Cachaceiro, macumbeiro,
Tem uma diversidade!
Tudo do começo ao fim;
Tinha visto gente ruim,
Mas não dessa qualidade.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Mote: Pra quê saber da mentira se a verdade é nua e crua.

 

Triste de quem está mentindo,
E o valor compactua!
Diz que a mentira está certa,
Que o homem já foi na lua!
Quem é sabido se estira;
Pra quê saber da mentira
Se a verdade é nua e crua.

Se ela tiver perna curta,
Não da pra andar na rua!
O seu direito termina
Onde o meu continua!
A mentira bota e tira;
Pra quê saber da mentira
Se a verdade é nua e crua.

Se é pra mentir, eu tô fora!
Toda mentira recua!
Baixa a guarda, sente medo,
É como um bico de pua!
Vai furando a macambira;
Pra quê saber da mentira
Se a verdade é nua crua.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Quem vai ter pena de nós?

 

Tantas ruas, tantos becos
Tanta lama na estrada!
Tanta gente sem destino
Dormindo pela a calçada!
Tanto grito, tanta voz;
Quem vai ter pena de nós?
Me diga aí camarada.

Tanta discussão política,
Tanta morte na parada!
Tanta gente sem razão,
Tanta gente sem ter nada!
E o tempo passa veloz;
Quem vai ter pena de nós?
Responda aí camarada.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Mote: Chegamos sem trazer nada; também não vamos levar...

  

Chegamos, até sem roupa,
Mesmo sem saber falar!
Depois ganhamos presente,
Uma mãe pra amamentar!
Nessa vida abençoada
Chegamos sem trazer nada;
Também não vamos levar!

Entenda o recado certo
Que veio de lá pra cá!
Chegamos nu, sem moedas,
Só pra depois conquistar!
Depois deixar pela estrada;
Chegamos em trazer nada,
Também não vamos levar.

Ganhamos casa, dinheiro,
Um carro pra passear!
Ganhamos fama, prestígio,
Filhos para abençoar!
Não sei se a vida é culpada;
Chegamos sem trazer nada,
Também não vamos levar!

Viemos pra esse mundo,
Sem saber nem caminhar!
Depois caminhamos tanto
Para poder descansar,
Vencemos, nossa jornada!
Chegamos sem trazer nada;
Nada, não vamos levar.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Mote: O maior luxo da vida é aprender ser feliz...

    

Com o pouco, se faz o muito,
Sorrir, é o que eu sempre quis!
Caminhar, ouvir os pássaros,
O cantar da codorniz,
Quando desce na bebida!
O maior luxo da vida
É aprender ser feliz!

Ouvir o cair da chuva,
Sentir o vento que diz:
O calor já foi embora!
Sentir do gosto, a raiz;
Ver a alma colorida,
O maior luxo da vida
É aprender ser feliz.

Estou tentando aprender,
Me esquivar do contradiz!
Me afastar do que não presta,
E apostar no aprendiz!
E na minha história lida;
O maior luxo da vida
É aprender ser feliz.

Não é ter mansão, nem joias,
Nem patente de juiz!
Nem muita grana no bolso;
Isso tudo é cicatriz
Que deixa a alma ferida!
O maior luxo da vida
É APRENDER SER FELIZ.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Mote: O silêncio responde até o que não foi perguntado...

    


As perguntas sem respostas,
Num mundo globalizado!
Onde a aparência ganha
De um beijo muito bem dado!
Onde coibimos a fé;
O silêncio responde até
O que não foi perguntado!

Uma resposta bem dada,
Deixa o que for explicado!
Só se aprende, com os erros,
Devemos tomar cuidado!
Só erra muito quem quer;
O silêncio responde até
O que não foi perguntado.

Caio Fernando de Abreu,
Deixou o mote anotado!
Eu gostei e escrevi,
O verso metrificado!
Reflita aí se puder;
O silêncio responde até
O que não foi perguntado.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Mote: O meu pai sempre me fala, querer bem, é convivência...

    

Sempre escuto os seus conselhos
Pela a voz da experiência!
Tem sabedoria plena
E riqueza de consciência!
E a certeza nunca cala;
O meu pai sempre me fala,
Querer bem, é convivência.

Nem a distancia separa,
Tristeza vem de ausência!
Pensamento vem do tempo,
Riso vem de convergência!
Um ponto comum na sala;
O meu pai sempre fala,
Querer bem. é convivência.

O tempo passa sem pausa
E a vida tem competência,
De viver cada segundo,
Na vida da existência!
Antes de arrumar a mala;
O meu pai sempre me fala
Querer bem, é convivência.

(Lalauzinho de Lalau)