(Lalauzinho de Lalau)
(Lalauzinho de Lalau)
Já passei por tanta estrada
Já dobrei em tanta esquina!
Já passei por tempestade,
Vento forte, sol, neblina!
Continuei caminhando;
O que eu aprendi chorando,
Sorriso nenhum me ensina!
Na escola dessa vida,
Cada teste determina!
Que a gente passe na prova
Sem burlar a disciplina!
Por que Deus está olhando;
O que eu aprendi chorando,
Sorriso nenhum me ensina.
(Lalauzinho de Lalau)
Meu verso é conexão,
É riso, suor e pranto!
É vida, prosa, e canção,
Não posso fazer espanto!
É TCM, é sertão;
Chega em toda região,
É sucesso em todo canto.
Sou poesia e cordel,
Cultura, tudo juntinho!
Eu também sou TCM
Cruzando o nosso caminho!
Sou repente, sou forró;
Eu também sou Mossoró,
O meu nome é Lalauzinho.
(Lalauzinho De Lalau)
(Lalauzinho de Lalau)
Atirar - Arremessar(-se), disparar (arma de fogo ou de arremesso); alvejar, apontar.
Paliativo - Que ou que serve para atenuar um mal ou protelar uma crise (diz-se de meio, iniciativa etc.)
Burguês - Na Idade Média, natural ou habitante livre de um burgo, que gozava de certos privilégios.
Quantitativo - Que concerne a quantidade; que indica quantidade.
Cartão corporativo - É um meio de pagamento utilizado pelo governo que funciona de forma similar ao cartão de crédito que utilizamos em nossas vidas.
A flor do mandacaru
Mostra a ponta do botão!
A relva muda roupagem
Com a cantiga do carão;
Dizendo: Acabou o pranto!
Fica verde em todo canto
Quando chove no sertão.
E na orquestra da chuva
Tem relâmpago e tem trovão!
A névoa faz a cortina
Pra sua apresentação!
O sapo cantando atoa;
Diz: Eita da chuva boa!
Quando chove no sertão.
(Lalauzinho de Lalau)
Carlos Kleber me pediu
Um verso daquele tanto!
Dizendo assim: Lalauzinho
Diga daí do seu recanto,
Amigo cabra da peste!
Que em todo esse meu Nordeste
Tá chovendo em todo canto.
(Lalauzinho de Lalau)
(Lalauzinho de Lalau)
Perdemos mais um poeta,
E a poesia tem pena!
Chora em cima dos cordeis,
De forma humilde e serena,
Que destino tão ingrato!
Morreu vítima de um infarto
O cantor Marcos Lucerna.
Nosso nobre cordelista,
Encerrou o seu cordel!
Tirou o óculos, a jaqueta,
Pendurou o seu chapéu!
O corpo pra sepultura;
E alma sobe as alturas
Pra fazer verso no céu.
Filho de Major Lucena,
Que compriu a sua meta!
Escreveu, Cantou, fez verso,
Fez a coisa mais correta!
Partiu pra eternidade;
Hoje só resta saudade,
Adeus amigo poeta.
(Lalauzinho de Lalau)
São Francisco de Assis,
Será que ele aceitaria?
Que os seus restos mortais
Saísse da tumba fria?
E fosse exposto pra o mundo
Com o desejo profundo
De mostrar sua bondade!
Ele que comia no chão;
E fez a mais bela oração
Com a sua simplicidade.
Será que ele aceitaria
Que os seus restos mortais,
Fosse exposto para mundo,
Pelas redes sociais?
Após 800 anos
Da morte do ser humano
Que só praticou o bem!
Como esse meu verso diz;
São Francisco de Assis
Nunca fez a mau a ninguém.
Os restos mortais do santo
Foi tirado do caixão,
E colocado em uma urna,
Para uma exibição!
Na rara oportunidade
De várias localidades,
Vem gente de todo canto;
Vem gente do mundo inteiro
Pra ver o amor verdadeiro
Nos restos mortais do santo.
Mas o amor de Francisco,
Permanece por aí!
No pão que matou a fome,
No gesto de dividir!
Na forma de perdoar,
No sorriso e no olhar,
De uma criança feliz,
Está na fé, no coração;
Na força da oração
De São Francisco de Assis.
(Lalauzinho de Lalau)