Comparo a vida da gente
A velha luta do gado!
Grito, tanjo, vou correndo,
Solto, preso no cercado!
Ruminando a desistir;
Peço a Deus pra prosseguir,
Mesmo quando estou cansado.
(Lalauzinho de Lalau)
Comparo a vida da gente
A velha luta do gado!
Grito, tanjo, vou correndo,
Solto, preso no cercado!
Ruminando a desistir;
Peço a Deus pra prosseguir,
Mesmo quando estou cansado.
(Lalauzinho de Lalau)
Depois do sepultamento
Resta pra gente a saudade!
A dor de quem perde um amigo
É a dura realidade,
Não se tem explicação
Somente na oração
Sabemos o peso da dor
De quem ficou, quem sentiu!
E a saudade fica a mil,
Na direção que ela for
Depois do sepultamento
Vão as preces pra o divino!
Vem as orações maiores
Para o amigo Marcelino
Grande Marcelino Neto
Que estava sempre por perto
Com a Câmera na mão!
Sem enaltecer a voz;
Hoje não está entre nós
Isso é sem explicação.
Depois do sepultamento
Que reuniu mais de tantos!
Fica a saudade entre nós
Espalhada pelos cantos!
Traçou aqui seu destino
Grande amigo Marcelino
É triste, a dor da partida
Hoje só resta saudade;
Partiu pra eternidade
Pra o outro plano de vida.
(Lalauzinho de Lalau)
Aqui não temos partido
Nem time de futebol,
Religião? atitude!
Deus da chuva, Deus do sol;
Nunca vou está sozinho!
Porque tenho em meu caminho
Aninha, Júlia e Carol.
(Lalauzinho de Lalau)
Depois de ver tanta guerra,
Tanta morte, tantos ais!
Depois do desmatamento
E a morte dos animais!
A extinção da jaçanã;
Cuidado com o amanhã,
Pode ser tarde demais.
Depois de esquecer de Deus,
Dizer: Pra mim tanto faz!
Depois de pisar os outros,
Que na estrada ainda estais
Com uma criança pagã!
Cuidado com o amanhã,
Pode ser tarde demais.
Esquecer a dor do próximo
Que chora a beira do cais!
Sem ajudar, sem ouvir
Compreender mais e mais!
Não pode ouvir o tupã;
Cuidado com o amanhã,
Pode ser tarde demais.
(Lalauzinho de Lalau)
(Tupã - Deus do trovão)
(Jaçanã - Ave nativa da América do Sul)
(Cais - Elevação de terra ou aterro a margem do rio)
(Pagã - Criança que não foi batizada
Egoísta, pensa muito
Sempre em se favorecer!
Carrega a hipocrisia,
Suja a água de beber!
Desse lado eu nunca estive;
Tem ser humano que vive
E acha que não vai morrer.
Acha que ele é eterno
E que nunca vai padecer!
Ignora a dor alheia,
Passa e finge que não ver!
Digo algo mais, inclusive;
Tem ser humano que vive
E acha que não vai morrer.
(Lalauzinho de Lalau)
Foi sucesso de verdade,
Lá recitei meu poema!
Toda a vaqueiram veio,
O mais bonito, era o tema!
Foi uma festa consagrada;
A cavalgada da Imaculada
Conceição em Upanema.
Eu agradeço a paroquia,
Com minha fé regressei!
Com as orações pra Maria,
Que é mãe do nosso rei!
Começou lá no Poré;
Com homenagem a Zezé,
Muito obrigado Darley.
Parabéns pra Upanema,
Essa terra tão amada!
A homenagem a Zezé Freire
Nessa linda cavalgada!
No outro ano tem mais;
Foi bonita por demais
A cavalgada da Imaculada.
(Lalauzinho de Lalau)
Ta na força da vontade
No batuque do atrito!
Na atitude mais nobre
No silencio do aflito!
Ta na força de ajudar
A quem quer se levantar;
A coragem não ta no grito.
Ta na seca do Nordeste
Nesse chão torrado e frito!
Ta no pão que mata a fome
No berrado do cabrito
Que escapou de morrer!
Ta em cada amanhecer;
A coragem não ta no grito.
(Lalauzinho de Lalau)