Carlos Kleber me pediu
Um verso daquele tanto!
Dizendo assim: Lalauzinho
Diga daí do seu recanto,
Amigo cabra da peste!
Que em todo esse meu Nordeste
Tá chovendo em todo canto.
(Lalauzinho de Lalau)
Carlos Kleber me pediu
Um verso daquele tanto!
Dizendo assim: Lalauzinho
Diga daí do seu recanto,
Amigo cabra da peste!
Que em todo esse meu Nordeste
Tá chovendo em todo canto.
(Lalauzinho de Lalau)
(Lalauzinho de Lalau)
Perdemos mais um poeta,
E a poesia tem pena!
Chora em cima dos cordeis,
De forma humilde e serena,
Que destino tão ingrato!
Morreu vítima de um infarto
O cantor Marcos Lucerna.
Nosso nobre cordelista,
Encerrou o seu cordel!
Tirou o óculos, a jaqueta,
Pendurou o seu chapéu!
O corpo pra sepultura;
E alma sobe as alturas
Pra fazer verso no céu.
Filho de Major Lucena,
Que compriu a sua meta!
Escreveu, Cantou, fez verso,
Fez a coisa mais correta!
Partiu pra eternidade;
Hoje só resta saudade,
Adeus amigo poeta.
(Lalauzinho de Lalau)
São Francisco de Assis,
Será que ele aceitaria?
Que os seus restos mortais
Saísse da tumba fria?
E fosse exposto pra o mundo
Com o desejo profundo
De mostrar sua bondade!
Ele que comia no chão;
E fez a mais bela oração
Com a sua simplicidade.
Será que ele aceitaria
Que os seus restos mortais,
Fosse exposto para mundo,
Pelas redes sociais?
Após 800 anos
Da morte do ser humano
Que só praticou o bem!
Como esse meu verso diz;
São Francisco de Assis
Nunca fez a mau a ninguém.
Os restos mortais do santo
Foi tirado do caixão,
E colocado em uma urna,
Para uma exibição!
Na rara oportunidade
De várias localidades,
Vem gente de todo canto;
Vem gente do mundo inteiro
Pra ver o amor verdadeiro
Nos restos mortais do santo.
Mas o amor de Francisco,
Permanece por aí!
No pão que matou a fome,
No gesto de dividir!
Na forma de perdoar,
No sorriso e no olhar,
De uma criança feliz,
Está na fé, no coração;
Na força da oração
De São Francisco de Assis.
(Lalauzinho de Lalau)