quarta-feira, 11 de março de 2026

Quando chove no sertão...

 

A flor do mandacaru
Mostra a ponta do botão!
A relva muda roupagem
Com a cantiga do carão;
Dizendo: Acabou o pranto!
Fica verde em todo canto
Quando chove no sertão.

E na orquestra da chuva
Tem relâmpago e tem trovão!
A névoa faz a cortina 
Pra sua apresentação!
O sapo cantando atoa;
Diz: Eita da chuva boa!
Quando chove no sertão.

(Lalauzinho de Lalau)


terça-feira, 10 de março de 2026

Ta chovendo em todo canto...

 


 Carlos Kleber me pediu
Um verso daquele tanto!
Dizendo assim: Lalauzinho
Diga daí do seu recanto,
Amigo cabra da peste!
Que em todo esse meu Nordeste
Tá chovendo em todo canto. 

É o sertanejo rezando
Pra São José que é santo!
E a chuva desce do céu
E o riacho faz espanto,
Tirando a lama do grude!
Da parede do açude;
Ta chovendo em todo canto.

O cururu baculeja 
Cantando daquele tanto!
A gia no pé do pote
Diz acabou o seu pranto!
Corre água na lagoa;
Só atravessa de canoa,
Ta chovendo em todo canto.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 9 de março de 2026

Ontem, hoje e amanhã...

 

Ontem, eu vivi bastante,
Cada minuto eficaz!
O hoje, ainda estou vivendo,
Com as coisas que a vida traz!
Se viver é uma magia?
Aproveite cada dia, 
Que o ontem não volta mais.

E o amanhã, que ainda vem,
Você pode me explicar?
Não sei, mas peço que Deus
Possa me abençoar!
Como diz meu pai maduro;
O amanhã é escuro,
Eu não sei como será.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 6 de março de 2026

Morreu, vítima de infarto, o cantor, compositor e cordelista Marcus Lucenna...

Perdemos mais um poeta,
E a poesia tem pena!
Chora em cima dos cordeis,
De forma humilde e serena,
Que destino tão ingrato!
Morreu vítima de um infarto
O cantor Marcos Lucerna.

Nosso nobre cordelista,
Encerrou o seu cordel!
Tirou o óculos, a jaqueta,
Pendurou o seu chapéu!
O corpo pra sepultura;
E alma sobe as alturas
Pra fazer verso no céu.

Filho de Major Lucena,
Que compriu a sua meta!
Escreveu, Cantou, fez verso,
Fez a coisa mais correta! 
Partiu pra eternidade;
Hoje só resta saudade,
Adeus amigo poeta.

(Lalauzinho de Lalau)

 

quinta-feira, 5 de março de 2026

Mote: É muito bom um abraço, quando ele é verdadeiro...

 

Deixe o coração enxuto,
Suave, manso, maneiro!
Deixa a alma renovada,
Mudando todo o roteiro!
Preenchendo todo o espaço; 
É muito bom um abraço,
Quando ele é verdadeiro.

Eu quero um abraço sincero
Fofo como um travesseiro!
Um abraço demorado,
Desses que tem gosto e cheiro!
É como se fosse um laço;
É muito bom um abraço,
Quando ele é verdadeiro.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 4 de março de 2026

Os restos mortais de São Francisco de Assis estão em exibição histórica na Basílica de São Francisco de Assis, na Itália, de 22 de fevereiro a 22 de março de 2026, marcando os 800 anos de sua morte...



São Francisco de Assis,
Será que ele aceitaria?
Que os seus restos mortais
Saísse da tumba fria?
E fosse exposto pra o mundo
Com o desejo profundo
De mostrar sua bondade!
Ele que comia no chão;
E fez a mais bela oração
Com a sua simplicidade.

Será que ele aceitaria
Que os seus restos mortais, 
Fosse exposto para mundo,
Pelas redes sociais?
Após 800 anos
Da morte do ser humano
Que só praticou o bem!
Como esse meu verso diz;
São Francisco de Assis
Nunca fez a mau a ninguém. 

Os restos mortais do santo
Foi tirado do caixão,
E colocado em uma urna,
Para uma exibição!
Na rara oportunidade
De várias localidades,
Vem gente de todo canto;
Vem gente do mundo inteiro
Pra ver o amor verdadeiro
Nos restos mortais do santo.

Mas o amor de Francisco,
Permanece por aí!
No pão que matou a fome,
No gesto de dividir!
Na forma de perdoar,
No sorriso e no olhar,
De uma criança feliz,
Está na fé, no coração;
Na força da oração
De São Francisco de Assis.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 3 de março de 2026

Mote: A chuva, é o céu chorando, com saudades de ver o chão...

 

Quando a chuva cai na terra
Tem-se uma modificação
Terra seca, fica mole!
Boa para a plantação
E o sertanejo rezando!
A chuva, é o céu chorando,
Com saudades de ver o chão.

Tendo chuva, tem fartura
Fartura pro meu sertão!
O sapo canta, agradece,
Na parede do oitão!
Agradecendo e cantando;
A chuva, é o céu chorando,
Com saudades de ver o chão.

Tudo fica mais bonito,
Canta o campina, o cancão!
O sabiá assobia,
Se agasalha o gavião!
A terra vivi brotando;
A chuva, é o céu chorando,
Com saudades de ver o chão.

Céu e chão, viviam juntos,
E ouve uma separação!
Um fica olhando pro outro,
Contemplando a imensidão!
E vivem se desejando;
A chuva, é o céu chorando,
Com saudades de ver o chão.

(Lalauzinho de Lalau)