É feita de terra e céu!
É o meu sertão, minha cor,
Minha casa, meu vergel!
O meu jeito de falar;
Sou cultura popular,
Sou "mei" mundo de cordel.
Tem dias que eu acordo
Sem vontade de sorrir!
Passo o dia lunduzeiro,
Pelo os cantos, por ali!
A procura de um sorriso;
Aí recebo um aviso
Que tenho que prosseguir.
Pra continuar vivendo
Aos poucos vou conferindo!
Que temos sonhos diários
Que a vida vem descobrindo!
Não adianta chorar;
Tenho que continuar
Pra poder viver sorrindo.
(Lalauzinho de Lalau)
A nossa casa, é a gente,
Parede de carne e osso!
Se abalamos, a estrutura
Devemos dar um reforço!
Porque uma alma estruturada
Não tem parede abalada;
Pode acreditar seu moço.
A casa que gente mora,
Mora em nosso interior!
Passe uma mão de cal de calma,
Abra a porta pro amor
E deixe que ele sente,
No sofá da nossa mente;
Pra despejar toda dor.
Arme uma rede e balance
No alpendre do coração!
Faça um prece pra Deus
Em forma de gratidão,
E diga: muito obrigado!
Por onde eu tenho morado,
Vivo de verso e canção.
(Lalauzinho de Lalau)
Nos versos que eu carrego
Tem mágoa, suor e pranto,
Lutas, conquistas, vitorias,
Tem risos, daquele tanto!
Tem poesia e amor;
Carrego pra onde vou,
E recito por todo canto.
Carrego trovas e versos
Na aba do meu chapéu!
Faço de um pouco, um bocado,
Faço de um livro, um cordel!
É o meu desejo profundo;
Dizer, que pra salvar esse mundo,
Só Jesus que está no céu.
(Lalauzinho de Lalau)