sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Mote: Pra quê saber da mentira se a verdade é nua e crua.

 

Triste de quem está mentindo,
E o valor compactua!
Diz que a mentira está certa,
Que o homem já foi na lua!
Quem é sabido se estira;
Pra quê saber da mentira
Se a verdade é nua e crua.

Se ela tiver perna curta,
Não da pra andar na rua!
O seu direito termina
Onde o meu continua!
A mentira bota e tira;
Pra quê saber da mentira
Se a verdade é nua e crua.

Se é pra mentir, eu tô fora!
Toda mentira recua!
Baixa a guarda, sente medo,
É como um bico de pua!
Vai furando a macambira;
Pra quê saber da mentira
Se a verdade é nua crua.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Quem vai ter pena de nós?

 

Tantas ruas, tantos becos
Tanta lama na estrada!
Tanta gente sem destino
Dormindo pela a calçada!
Tanto grito, tanta voz;
Quem vai ter pena de nós?
Me diga aí camarada.

Tanta discussão política,
Tanta morte na parada!
Tanta gente sem razão,
Tanta gente sem ter nada!
E o tempo passa veloz;
Quem vai ter pena de nós?
Responda aí camarada.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Mote: Chegamos sem trazer nada; também não vamos levar...

  

Chegamos, até sem roupa,
Mesmo sem saber falar!
Depois ganhamos presente,
Uma mãe pra amamentar!
Nessa vida abençoada
Chegamos sem trazer nada;
Também não vamos levar!

Entenda o recado certo
Que veio de lá pra cá!
Chegamos nu, sem moedas,
Só pra depois conquistar!
Depois deixar pela estrada;
Chegamos em trazer nada,
Também não vamos levar.

Ganhamos casa, dinheiro,
Um carro pra passear!
Ganhamos fama, prestígio,
Filhos para abençoar!
Não sei se a vida é culpada;
Chegamos sem trazer nada,
Também não vamos levar!

Viemos pra esse mundo,
Sem saber nem caminhar!
Depois caminhamos tanto
Para poder descansar,
Vencemos, nossa jornada!
Chegamos sem trazer nada;
Nada, não vamos levar.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Mote: O maior luxo da vida é aprender ser feliz...

    

Com o pouco, se faz o muito,
Sorrir, é o que eu sempre quis!
Caminhar, ouvir os pássaros,
O cantar da codorniz,
Quando desce na bebida!
O maior luxo da vida
É aprender ser feliz!

Ouvir o cair da chuva,
Sentir o vento que diz:
O calor já foi embora!
Sentir do gosto, a raiz;
Ver a alma colorida,
O maior luxo da vida
É aprender ser feliz.

Estou tentando aprender,
Me esquivar do contradiz!
Me afastar do que não presta,
E apostar no aprendiz!
E na minha história lida;
O maior luxo da vida
É aprender ser feliz.

Não é ter mansão, nem joias,
Nem patente de juiz!
Nem muita grana no bolso;
Isso tudo é cicatriz
Que deixa a alma ferida!
O maior luxo da vida
É APRENDER SER FELIZ.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Mote: O silêncio responde até o que não foi perguntado...

    


As perguntas sem respostas,
Num mundo globalizado!
Onde a aparência ganha
De um beijo muito bem dado!
Onde coibimos a fé;
O silêncio responde até
O que não foi perguntado!

Uma resposta bem dada,
Deixa o que for explicado!
Só se aprende, com os erros,
Devemos tomar cuidado!
Só erra muito quem quer;
O silêncio responde até
O que não foi perguntado.

Caio Fernando de Abreu,
Deixou o mote anotado!
Eu gostei e escrevi,
O verso metrificado!
Reflita aí se puder;
O silêncio responde até
O que não foi perguntado.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Mote: O meu pai sempre me fala, querer bem, é convivência...

    

Sempre escuto os seus conselhos
Pela a voz da experiência!
Tem sabedoria plena
E riqueza de consciência!
E a certeza nunca cala;
O meu pai sempre me fala,
Querer bem, é convivência.

Nem a distancia separa,
Tristeza vem de ausência!
Pensamento vem do tempo,
Riso vem de convergência!
Um ponto comum na sala;
O meu pai sempre fala,
Querer bem. é convivência.

O tempo passa sem pausa
E a vida tem competência,
De viver cada segundo,
Na vida da existência!
Antes de arrumar a mala;
O meu pai sempre me fala
Querer bem, é convivência.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Mote: Só sabe o peso da cruz quem está carregando ela.

 

Quanto pesa a cruz de Cristo?
Qual o livro que revela?
Qual o seu tamanho exato?
Quantos pregos tinha nela?
O evangelho traduz!
Só sabe o peso da cruz
Quem ta carregando ela.

Já passei por tantos cantos
Por ruas, beco e viela!
Estradas com muitas pedras,
Prisões sem ter uma cela!
Mas Deus, me deu um luz;
Só sabe o peso da cruz
Que está carregando ela.

Um fardo muito pesado
Qualquer um de nós revela!
Na lutas do dia a dia,
Na vida a gente se mela;
Quem lava a alma? é Jesus!
Só sabe o peso da cruz
Quem está carregando ela.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Quem eu fui e quem sou eu...

 

Eu comia o que tinha no meu prato
Só usava o que minha mãe me dava
Pouca coisa do resto que faltava
São lembranças, por ter virado um fato!
A farmácia de mãe, vinha do mato,
Sua reza pra mim, era canção!
Quantas vezes peguei na sua mão
Descobrindo o afeto e a segurança;
Se eu pudesse eu voltava a ser criança,
Mas o tempo chegou, dizendo não.

Tanto tempo passou e eu nem vi
E esse tempo ligeiro carregou
O que eu tinha comigo de valor,
Hoje resta as lembranças por aqui!
E a saudade me faz até sorrir
Pra mostrar tudo o que aconteceu,
O que sou, o que tenho, mãe me deu;
E o meu pai me ajuda todo dia
Com palavras, afeto e companhia,
Pra mostrar quem eu fui e quem sou eu.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Mote: Das vezes que eu já caí, todas as vezes, eu levantei...

    Pin de Dino em Pensamentos e Frases | Frases inspiracionais, Frases de  falsidade, Frases verdadeiras

Pelas estradas da vida,
Nos lugares que passei!
Tantas pedras no caminho,
Tantas curvas suportei!
Não podia desistir;
Das vezes que eu já caí,
Todas as vezes, eu levantei!

Ei tive momentos bons,
Esses, não esquecerei!
As pedras e os espinhos,
Passei por cima, ou pulei!
Quando pulei me feri;
Das vezes que eu já caí,
Todas as vezes, eu levantei!

Já levei muita rasteira,
Quem me empurrou? eu não sei!
Tudo é escrito na vida
Pelo o nosso Deus que é rei;
Posso dizer: Consegui!
Das vezes que eu já caí,
Todas as vezes, eu levantei!

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cordel teca na empresa F. Solto homenageia Lalauzinho de Lalau...

 





Muito obrigado F. Solto
E Narciso, nosso irmão!
Amante da poesia,
Da prosa, verso e canção!
Cultura, sem abandono;
Hoje, eu virei patrono
Nessa linda indicação.

Indicado para ser
O amante mais fiel!
Da poesia mais bela
Que existe nesse Vergel!
F. Solto que me diga;
A cultura sempre viva
Na literatura de cordel.

Eu fico lisonjeado
De uma forma especial!
De ser um solicitado
De um jeito bem natural!
Sacudo minha peteca;
Meu nome na cordel teca,
Lalauzinho de Lalau.

Vou levar essa homenagem
Aqui, comigo guardado!
Agradeço a F. Solto
Que aqui, tem o seu legado!
A cultura não perde a vez;
Hoje agradeço a vocês  Narciso, muito obrigado.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A esquerda e a direita...

 

 

Sempre escrevi com a direita,
A esquerda é mais parada!
Mas eu preciso das duas
Pra da calor na boiada!
Manobrar o microfone;
Matar um pouco da fome
Sem as duas, não sou nada.

A esquerda me manobra,
A direita me auxilia!
Mas se eu perder elas duas
Do poeta, o que seria?
É a junção mais perfeita;
A esquerda e a direita
Nesse nosso dia a dia.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Mote: O meu pai sempre me fala, querer bem, é convivência...

   

Sempre escuto os seus conselhos
Pela a voz da experiência!
Tem sabedoria plena
E riqueza de consciência!
E a certeza nunca cala;
O meu pai sempre me fala,
Querer bem, é convivência.

Nem a distancia separa,
Tristeza vem de ausência!
Pensamento vem do tempo,
Riso vem de convergência!
Um ponto comum na sala;
O meu pai sempre fala,
Querer bem. é convivência.

O tempo passa sem pausa
E a vida tem competência,
De viver cada segundo,
Na vida da existência!
Antes de arrumar a mala;
O meu pai sempre me fala
Querer bem, é convivência.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mote: O vento só leva aquilo que não está enraizado...

    


Folhas secas, galhos podres,
O que estiver ressecado!
Casca que não serve mais,
Nem para o chão adubado!
Leva tudo em grande estilo;
O vento só leva aquilo
Que não está enraizado!

Só carrega o que não serve
Leva com muito cuidado!
As vezes sopra mais forte,
Leva e deixa no passado!
Devemos ficar tranquilo;
O vento só leva aquilo
Que não está enraizado.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Mote: Quem carrega a própria lata, valoriza a gota d´água...

 

Sei que no galão da vida
Toda tristeza deságua!
Já reguei as atitudes
Pra superar cada mágoa;
Dessa sina tão ingrata!
Quem carrega a própria lata,
Valoriza a gota d´água.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Estou um pouco cansado...

 

Estou um pouco cansado
Das lutas do dia a dia!
Da guerra que mata o homem
Com maldade e tirania!
Do abuso contra a criança;
Da falta de esperança,
E da cara, da hipocrisia!

Estou um pouco cansado
Da fome que é tão cigana!
Cansado da enrolação,
Dos gravatas e dos bacana!
Cansado de tanto artista
Dando uma de racista;
Nas vielas da semana.

Estou um pouco cansado
Do abuso de autoridade!
Cansado de tanto sangue
Pelas ruas da cidade!
Cansado de me cansar,
Cansado até de falar
Da dura realidade.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O urubu...

 


O urubu sobrevoa
A carniça feito grude!
Voa sem bater as asas
Gozando da altitude!
Só vive na terra quente,
Mas nunca ficou doente;
Morre velho com saúde!

Nasce branco e morre preto!
E a sua alimentação?
É a carne muito podre,
Bicho em decomposição!
Tem o pescoço pelado
Como podre e lambuzado;
Nunca tem má digestão.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Mote: Qualquer dor é comparada a dor da separação...

 

Agora fez poucos minutos,
Que recebi uma ligação!
Era Moésio Marinho 
Que disse assim, amigão!
Faça um verso, pra o meu amigo sofrido;
Eu disse assim, eu duvido, se não é separação.    

Tentei me explicar pra ela,
Mas vi que foi tudo em vão!
Eu fiz tudo o que podia,
Mas foi, mais forte a razão!
Mesmo assim tudo acabou;
E eu sinto o peso da dor
Da dor da separação.

A dor do parto, a dor nos rins!
A dor de uma injeção,
Dor de dente, dor de cólica,
Dessas de rolar no chão!
Do corte, da topada,
Qualquer dor é comparada;
A dor da separação.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mote: Cada telha quebrada é a tristeza e a esperança o meu velho cobertor...

 

Tantas noites de chuva e tempestade
Que eu passei numa casa gotejando!
Quando o frio ficava incomodando
Aumentava bem mais minha saudade!
Os trovões, foram a realidade,
Cada raio, aumentava o meu pavor!
Eu tentei me cobrir com tanta dor,
E eu na rede sentindo uma frieza;
Cada telha quebrada é a tristeza
E a esperança o meu velho cobertor.

E a chuva molhando o meu telhado
Procurava uma brecha pra passar!
Cada gota que vinha me molhar
Me trazia um arquivo do passado!
Me mostrava uma alegria, um desagrado
Uma conquista, uma derrota ou um favor,
Uma mágoa, uma raiva ou um rancor;
Mas viver pra mim é uma riqueza!
Cada telha quebrada é a tristeza
E a esperança o meu velho cobertor.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Era só o que faltava...

 

 



Trabalhar, não receber,
Quando eu ia ela voltava!
A energia tão cara,
O papel vinha e cobrava!
Ta caro o bojão de gás;
Hoje eu não cozinho mais!
Era só o que faltava.

A gasolina acabou
Na hora que eu passeava!
Eu sem um real no bolso,
A família reclamava,
As meninas e a mulher!
O jeito é andar a pé;
Era só o que faltava.

Crise por cima de crise,
A política questionava!
Cada um pune o seu lado,
E o pobre comendo fava;
E hoje nem fava, não tem!
Vamos deixar desdém!
Era só o que faltava.

(Lalauzinho de Lalau

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Essa vida é passageira...

 

A vida tem dessas coisas,
Dor, amor e sofrimento!
Tem dias de tempestade,
Tem dias de livramento!
Tem dias de esperança;
De fartura e de bonança
Pra viver cada momento.

Pois viva, e aproveite a vida,
O resto é tudo besteira!
Faça tudo do seu gosto,
Não se estresse com a poeira!
Porque viemos do pó;
Cante se estiveres só,
Que essa vida é passageira.

(Lalauzinho de Lalau) 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Saberão quem foi meu pai, os filhos, dos filhos, das minhas filhas...

Os filhos, dos filhos, das minhas filhas
Saberão quem foi meu pai
Saberão da sua historia,
E até onde essa historia vai!
Uma historia de trabalho,
De coragem e agasalho,
De viver o essencial!
Essa nova geração,
Com certeza, saberão;
O homem que é Lalau.

Ele é um sobrevivente
Da seca que castigou!
Ele viu a fome de perto,
Nos braços do meu avô!
Ele viu a seca tirana,
Nessa vida tão cigana
No sertão de Pataxó,
No sertão de Ipanguaçu;
Viu o sofrimento nu,
Nos braços de minha vô.

Vovó Cândida, viu tudo isso
Com meu pai e Vovô Manoel!
Mais um reca de filhos,
Por cima desse vergel!
Onde ele pode escapar
E ainda sair lá,
Pra um futuro promissor;
E ainda segue outras trilhas,
Os filhos, dos filhos, das minhas filhas
Vão falar sobre o senhor.

Sobre o tataravô,
Que tem sim, sobrevivido! 
E o nome do senhor,
Não passa despercebido!
Fácil de pronunciar,
Aqui, ali, acolá
De um jeito bem natural;
Quem pronuncia, se apega,
E o meu nome, que carrega,
Lalauzinho de Lalau.

Seu Lalau hoje completa
Noventa e seis de idade!
Se banha de lucidez,
Sua maior felicidade!
Ao lado de mãe Toinha
Passou a vida inteirinha,
Sendo exemplo pras famílias,
Um trem, sem sair do trilho;
Me ensinou a ser bom filho,
E hoje eu ensino as minhas filhas.

A prova de tudo isso
É viver a cada mês!
Mesmo com o cabelo branco
Chegou aos noventa e seis!
Com o chapéu na cabeça
Não, que o meu pai não mereça,
Um sombra pra ficar;
Viver bem, ele cobiça!
Seria até injustiça
Não lhe parabenizar.

São 96 anos de idade
De luz e de poesia!
96 anos de historia,
Hoje é seu grande dia! 
Lalau nunca perde a vez,
Viajando com vocês,
Lalau aproveita as milhas;
De perto de mim, não sai,
Saberão quem foi meu pai,
Os filhos, dos filhos, das minhas filhas.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Mote: Quando a tempestade vem, testa quem tá ancorado...

 

Se a nuvem for carregada,
Deixando o mar agitado!
Cada onda gigantesca
Balança pra todo lado!
Vamos ver quem se sai bem?
Quando a tempestade vem,
Testa quem tá ancorado.

Raios, trovões , nuvem escura,
Deriva, sem resultado!
Rota sem rota, correntes,
Treme quem está embarcado!
Terra a vista que não tem;
Quando a tempestade vem,
Testa quem tá ancorado.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Estou um pouco cansado...

  



Estou um pouco cansado
Das lutas do dia a dia!
Da guerra que mata o homem
Com maldade e tirania!
Do abuso contra a criança;
Da falta de esperança,
E da cara, da hipocrisia!

Estou um pouco cansado
Da fome que é tão cigana!
Cansado da enrolação,
Dos gravatas e dos bacana!
Cansado de tanto artista
Dando uma de racista;
Nas vielas da semana.

Estou um pouco cansado
Do abuso de autoridade!
Cansado de tanto sangue
Pelas ruas da cidade!
Cansado de me cansar,
Cansado até de falar
Da dura realidade.

(Lalauzinho de Lalau)

sábado, 22 de agosto de 2026

Eu lhe quero bem de graça, amigo Mercinho...

Eu lhe quero bem de graça
Francisco Hemerson Moreira
Nessa vida tudo passa
E essa vida é passageira
O filho de Seu Assis
Como esse meu verso diz
Nessa vida tudo passa
Choro, riso, tragetoria 
Conto um pouco da historia
Do filho de Assis de Graça.

Foi entregador de compras
Pra ganhar algum trocado
Começou no Viva Bem,
Era um supermercado!
Numa beleza profunda,
Eita "cabelinho de bunda"
Apelido de menino!
Formiguinha, lhe enchargava,
Mas Mecinho não ligava;
Deus é marca o destino.

O seu primeiro automóvel
Foi um fusca turbinado
Depois trocou num chevette
Pra ficar motorizado,
Amigo, cá entre nós, 
Se eu falar no Albatroz
Tem historia pra contar
De forró, namoro, banhe,
E as brigas de sua mãe
Pra você não ir teimar.

Se você teimar de novo
Vai ficar sem um pneu!
Era assim que ela falava
Lembra o que aconteceu?
O tempo ligeiro passa
E hoje você tá sem Graça,
Graça foi morar na gloria,
Mesmo assim não esqueceu
Da mãe, que a vida te deu,
Pra continuar sua historia.

E sua história continua
Pelo os dias da semana!
Por você ter uma princesa
Por nome de Mariana
A sua querida filha
Vai seguindo a sua trilha
Na trilha do coração;
E aqui não posso esquecer
De também poder dizer
Do abraço de cada irmão.

João Paulo é um companheiro
Esse já é o seu fã!
E tem outra alma gêmea
Que é Hérica, a sua irmã!
Irmãos, são sempre irmãos,
É na união das mãos
Que tem amor e carinho;
Sucesso pra vida inteira,
Tem Leila, sua companheira,
A esposa de Mercinho. 

O primo da minha esposa
Hoje está de idade nova!
Na faculdade da vida
Ele já passou na prova!
E Lalauzinho de Lalau
Nesse dia especial
Diz: Parabéns pra você!
Eu lhe quero bem de graça
Nessa vida tudo passa;
E Graça mandou lhe dizer.

(Lalauzinho de Lalau)

Meu filho Deus que lhe proteja
E onde quer que esteja eu rezo por você
Eu adoro ver você sorrindo
Seu sorriso faz de tudo eu esquecer...

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Uma ótima sexta feira...

 

Eu ate tinha esquecido,
De dizer, sem brincadeira!
Que a vida tem dessas coisas,
Vento, sol, calor, poeira!
Mas vamos continuar;
Passei pra te desejar
Uma ótima sexta feira.

Mesmo apesar do enfado,
Da decida da ladeira!
Do cansaço, da labuta,
Do lamento, canseira,
Da vontade de lutar!
Passei pra te desejar 
Uma ótima sexta feira.

Agradeça ao nosso Deus,
Que lhe concede outro dia!
Lhe dá outra oportunidade,
Essa que se vivencia!
Que Deus lhe dê força e luz;
Faça um prece a Jesus
Filho da virgem Maria.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Entre as críticas e o esterco...

 

Pode ficar com o esterco,
Já serviu tanto pra mim!
Nem as críticas construtivas
Me serviram tanto assim!
Entre as críticas e o esterco,
Pode ficar com o esterco;
É bom que aduba o jardim.

É bom ficar com esterco
Que deixa tudo adubado!
Críticas, são apenas críticas,
E se um dia for criticado!
Digo antes que esqueça,
Erga bem sua cabeça;
E diga: Passe bem, muito obrigado.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Essa vida é passageira...

 


A vida tem dessas coisas,
Dor, amor e sofrimento!
Tem dias de tempestade,
Tem dias de livramento!
Tem dias de esperança;
De fartura e de bonança
Pra viver cada momento.

Pois viva, e aproveite a vida,
O resto é tudo besteira!
Faça tudo do seu gosto,
Não se estresse com a poeira!
Porque viemos do pó;
Cante se estiveres só,
Que essa vida é passageira.

(Lalauzinho de Lalau) 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Mote: O tempo passou depressa, que eu nem prestei atenção...

    

Quanto é que vale o seu tempo?
Vale mais de um milhão!
Nosso tempo vale ouro
Vamos prestar atenção
O tempo nunca regressa
O tempo passou depressa
Que eu nem prestei atenção

E hoje eu lembrei de mamãe
Do bordado em sua mão
De papai pilando a carne
Batendo a mão no pilão
E o pirão na travessa
O tempo passou depressa
Que eu nem prestei atenção

Eu lembrei da prateleira
Da chaleira e do fogão
Mamãe fazendo os pasteis
Disso eu não esqueço não
Minha saudade confessa
O tempo passou depressa
Que eu nem prestei atenção

Do resto da saia dela!
Mamãe fazia uma calção
Que tanto dava pra mim
Como para o meu irmão!
A minha vida era essa
O tempo passou depressa
Que eu nem prestei atenção

A casa, mamãe, papai
Era eu e cada irmão
No total, somos dez filhos!
Nunca passei precisão
Sempre pagando a promessa
O tempo passou depressa
Que eu nem prestei atenção

Lembrei da bolsa de palha
Que papai com um tostão
Ia pro mercado e vinha
Com tripa, osso e feijão
Dando conta da remessa
O tempo passou depressa
Que eu nem prestei atenção

Era um tempo sem ter tempo
Pra ver a televisão
Meu tempo era ta na rua
Com os pés descalços no chão
E a saudade confessa
O tempo passou depressa
Que eu nem prestei atenção

O tempo passou tão rápido
Mas aprendi a lição
Que o tempo é pra ser vivido
E o resto é tudo ilusão
Meu sentimento se expressa!
O tempo passou depressa
Que eu nem prestei atenção

Depois que o tempo passou
Ficou na imaginação
Que o tempo bom nunca volta!
Mas levo no coração
Que família boa é essa!
O tempo passou depressa
Que eu nem prestei atenção

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ao meu amigo Moisés...

Porque uma simples cadeira
De número 43,
Seria o melhor acento
De um amigo de vocês?
Porque pequenas grandezas,
Mostram bem suas belezas
De uma forma singular?
A ACJUS sabe bem,
O valor que a cadeira tem;
E a pessoa que vai sentar.

Moisés Henrique Albuquerque
Sem esquecer Cavalcanti!
Graduado em comunicação,
Onde se faz elegante!
Lá TV Potengi
Deu os primeiros passos, ali,
Mostrou seu potencial!
Dedilhando o escrever;
O Poti, rádio, TV
E o Diário de Natal.

Correspondente, editor,
Jornalista de primeira!
Vai sentar onde Franci
Sentou a vez derradeira!
A patrona é Nathalia
Que sem ter nenhuma falha
É o nome de sua mulher!
Franci é nome da mãe!
Você conhece o tamanho
Do que tudo isso é.

E sentando na cadeira
Ele enxerga, um outro plano!
Temos Pequenas Grandezas
Do nosso Cotidiano!
A capa traz uma pena,
Na leveza mais serena,
Do canto dos menestréis;
Lançado pela as "Escribas"
Como um grito dos "guaribas"
Na escrita de Moisés.

Uma escrita sensível
Trazendo situações!
Como família, memórias
Trabalho, recordações
Trazendo a palavra pura,
Enaltecendo a cultura,
Por ser, jornalista afoito!
Jornalista graduado;
Na profissão, ingressado,
No ano de 98.

Foi professor na UERN,
Na Católica, ainda está!
A fora, tem outros méritos,
Que aqui, eu não vou falar!
Porque é uma bagagem
De muita força e coragem,
Também de frangir a testa!
Já conhecemos Moisés;
E hoje te dou nota 10
Porque a noite é de festa.

Mas temos mais um detalhe
Que eu não posso esquecer!
Moisés, ele é diretor
De uma grande TV!
TCM Canal 10,
Onde, o próprio Moisés
Tem plena convicção,
Que a TCM oferece o que promete,
Traz a melhor internet,
E a melhor programação.

Os seu filhos, se orgulham,
E os seus amigos também!
Ao meu amigo Moisés
Eu lhe dou os parabéns!
Quando comecei a ler,
Logo pude perceber,
Da vida, o essencial;
Na cadeira 43
Senta, o amigo de vocês,
E de Lalauzinho de Lalau.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

A vida tem dessas coisas...

 

A vida tem dessas coisas,
Um dia vai e outro vem!
E pela estrada dessa vida,
Passe sem pisar ninguém!
Pode você precisar,
E um dia querer voltar
E ser pisado também.

Ofereça sempre o bem
Em todo canto que for!
Espalhe sementes boas,
Sarando o rasgo da dor
Que cicatriza a ferida!
Pois na parede da vida;
Já chumbei meu armador.

(Lalauzinho de Lalau)


terça-feira, 7 de julho de 2026

Verso do documentário Museu Lauro da Escóssia - Histórias e Contribuições...

 

O Museu Lauro da Escóssia
Guarda histórias reais!
Foi cadeia, Já foi câmara
Foi manchete nos jornais,
No Jornal O Mossoroense!
É o museu que nos pertence
E conserva os seus ideias.

E no olhar da juventude,
Ela encontra o que foi deixado!
O grande Rodolfo Fernandes
Vingt-Un e Dix-Sept Rosado!
Eu sei que o meu verso arrocha
Tem Jeremias da Rocha
Que deixou o seu legado.

No Museu Lauro da Escóssia,
Teve uma mulher na direção!
Foi Maria Lúcia Escóssia,
Trabalhou com precisão!
Pode acreditar menino!
Teve o primeiro voto feminino
E os planos para o fim da escravidão.

Histórias e mais histórias,
Como o ataque de Lampião!
Como o motim das mulheres,
Manuelito e sua recordação
Em várias fotografias!
Contribuições e muitos dias
Em uma apresentação.

(Lalauzinho De Lalau) 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

O Brasil fora da copa...

A vida é feita de perdas
E de conquistas também!
São muitos comentaristas
Dizendo o que lhes convém!
Claro que a vitória importa,
E é muito triste a derrota
Dessa nossa seleção!
Meu verso não se rebaixa;
Nada de cabeça baixa
Por uma eliminação.

Na vida temos derrotas
E vitorias no caminho!
É só eu que penso assim?
Ou estou pensando sozinho!
Eu sei que o Brasil perdeu,
Nesse Brasil meu e seu
Des da colonização,
Que perdemos e que ganhamos;
Que venhamos e convenhamos
Somos mais do que nação.

Somos grandes vencedores
Nos jogos do dia a dia!
Vencemos a escravidão,
A ditadura, a tirania, 
Vencemos grandes batalhas,
Nossos erros, nossas falhas,
E as nossas opiniões;
Entre tantos torcedores,
Somos sempre vencedores
Num mundo de campeões.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 3 de julho de 2026

O que esperamos da vida?

O que esperamos da vida?
Sucesso, fama , dinheiro?
Que nós estejamos vivos
Com saúde o ano inteiro?
Esperamos ficar ricos
Mesmo rasbicando riscos,
Com frases no Instagram!
O que pode acontecer?
Em um novo amanhecer,
O que acontece amanha?

Não sabemos responder,
Que o futuro a Deus pertence!
Amigo, pare, respire,
Reflita comigo e pense!
Sei que o ontem já passou
E que o hoje já chegou,
Tem que ser aproveitado;
Não suba em cima do muro
Pra ver se enxerga o futuro
Que tanto tem desjado.

Vamos sim, viver o hoje,
E ser grato sempre a Deus!
Que tem nos proporcionado,
Caminhos, igualmente os seus
Tem estrada com ladeira!
Com pedras, também poeira,
Vou subindo devagar!
E se eu pensar em bobagem;
Deus me dê força e coragem
Pra poder continuar.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Deus, é minha poesia...


Enquanto existir repente
Brotando dentro de mim, 
Eu quero fazer repente 
Do começo ate o fim!
É claro que eu confesso;
Eu vou usar o meu verso
Pra criticar gente ruim.

Enquanto existir repente,
Mando pra qualquer pessoa!
Falo de mar e maré,
Litoral, praia e canoa!
Meu verso sai num segundo,
Falo de tudo no mundo;
Também de pessoa boa.

Enquanto existir repente
Por incrível que pareça!
Vou botar ele pra fora
De dentro dessa cabeça!
Que Deus me presenteou;
E o meu repente chegou
Antes que a gente esqueça.

Que os versos que tem na vida
Nesse nosso dia a dia!,
É de um poeta sublime,
Tudo é da sua autoria!
Deus fez e doou pra gente;
Enquanto existir repente,
Deus, é minha poesia.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Que venham as oitavas de final...



Que venha mais uma fase
Nesse jogo mundial!
Pegamos a Noruega,
Nas oitavas de final!
Queremos ser campeões
Entre tantas seleções
Mostrando o potencial.

Ancelotti treinador,
Mostra a sua calmaria!
Vini Junior é atacante
Joga com sabedoria!
Eu não sei quem ficou manco
Neymar ainda está no banco
Jogar, é o que mais queria.
 
O Megatron da Noruega
É AQUELE GALEGÃO!
Mas nós temos "GABRIEL"
Que não  tem pareia não
Que treina todas manhãs!
É o Gabriel Magalhães
Arrocha aí seleção.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 30 de junho de 2026

O Brasil ganha do Japão 2 x 1...



Rapadura, cara peba,
Farofa, caldo feijão!
Um bom churrasco na brasa
Toma cana com limão!
Feijoada, panelada,
Nós ganhamos de virada
Da seleção do Japão.

Nada contra os japoneses
Nem a forma  de comer
Eu gosto é de mão de vaca
Tripa de porco e beber,
Umas cana por aí!
Eu não gosto de Sushi
Mas eu gosto de vencer.

Gosto de vencer na vida,
Quem não gosta de ganhar?
Bola pra frente Brasil 
Joga quem sabe jogar!
Correndo ou dando rasteira;
A seleção brasileira,
Com certeza chega lá.

(Lalauzinho de Lalau)
  

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Mote: Se ficar longe demais, todo afeto diminui...

   



Estarei sempre presente,
Aliás, eu sempre fui!
Não gosto de ficar longe
Porque o amor se dilui!
Não gosto de tanto faz;
Se ficar longe demais,
Todo afeto diminui.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 23 de junho de 2026

É o bom da festa junina...

 

É canjica, milho verde,
Um forró em cada esquina!
Uma quadrilha improvisada,
Um "vei" da canela fina,
Dançando pelo o salão;
Gritando: Viva São João!
É o bom da festa junina.

Quatro menino ascendendo
A fogueira com gasolina!
Carroça sendo enfeitada,
Cavalo balança a crina!
Menino solta rojão;
Forro lotando o salão,
É o bom da festa junina.

Menino tira o chapéu,
Balança a saia menina!
Meu sertão vira um festa,
Culinária nordestina!
Canjica, milho, xerém;
A festa melhor que tem,
É a nossa festa junina.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 16 de junho de 2026

Mote: O que a gente planta agora, vamos colher no futuro...

 


Vivendo a semeadura,
Que há muito tempo procuro!
Tantas colheitas perdidas
Debaixo desse chão duro!
Será que chegou a hora?
O que a gente planta agora,
Vamos colher no futuro;

A gente colhe o que planta,
O fruto bom e maduro!
Se a gente plantar sem nexo
É semear no escuro!
E a semente nunca flora;
O que a gente planta agora,
Vamos colher no futuro.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 9 de junho de 2026

As bandas de pífano possuem público, mas enfrentam desafios de visibilidade nos grandes polos do São João de Caruaru. Enquanto grandes atrações arrastam multidões, as apresentações tradicionais têm registrado menor adesão de público nesses espaços, o que gera discussões locais sobre a descaracterização da festa e a valorização da cultura raiz...

 

Deixaram o pife de lado
Sem ninguém prestigiar!
Era pra ser casa cheia
Mas ninguém não tava lá
Isso é um pouco vergonha
Toda banda um dia sonha
Cantar na praça lotada
Com a melhor estrutura
O som do pife é cultura
É tradição camarada.

Não sou contra outros ritmos
Mas São João é São João!
O axé tem sua época
Como a festa do peão!
Do peão do boiadeiro!
Nós passamos o ano inteiro
Esperando o mês junino
Pra ver quadrilha, fogueira,
Pescaria, brincadeira
Dos meus tempos de menino 

Mas isso tá se acabando
Só pra dá vez ao axé
Já tiraram até Santana
E também Flávio José
Se quer dá vez outras bandas
Priorize as que já mandam
Na festa do São João
Tem que ter prioridade
Nós shows de cada cidade
O que é do nosso sertão.

Tirando o nosso Santana
Da casa onde ele mora!
É rasgar nossa cultura
Com a roseta da espora!
Esquecer Flávio José
É o sertão da no pé
Do mapa do meu nordeste
Não ver a banda de Pife
É esculhambar de patife
Ouvindo coisa que preste.

Não posso ficar calado
Vou falar no seu ouvido!
A coisa mais ruim do mundo
É você ser esquecido!
Vamos lá prestigiar
Pra cultura alavancar
Pife, coco, cantoria,
Santana, Flávio José,
Pé de serra, arrasta pé;
Isso tudo é poesia.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Mote: A ânsia de um dia ter e o tédio de possuir...

 
Quem sabe pra onde vamos?
Pra culá ou para ali?
Qual a nossa trajetoria?
Quem veio se redimir?
A vida tem um poder,
A ânsia de um dia ter
E o tédio de possuir.

Quantos estão pensativos?
Quantos estão por aí?
Querendo chegar ao topo,
Reza pra não desistir!
Depois que vem perceber;
A ânsia de um dia ter
E o tédio de possuir.

Corre pra cima e pra baixo
Vai bater no Piauí!
Trabalha, se esforça, ganha,
Pra depois usufruir!
Faz da vida, acontecer;
A ância de um dia ter
E o tédio de possuir  

Quantos planos, quantas lutas,
Quantas mãos pra se unir!
Quantas idas, quantas voltas,
Quantas bocas a sorrir!
Quantas lágrimas a descer;
Na ância de um dia ter,
E o tédio de possir.

Quem sou eu? Mas um poeta,
Maluco, pobre zumbi!
Um pecador ou santo?
Alguém a te perseguir?
A vida tem um porque;
Na ância de um dia ter
E o tédio de possuir.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 2 de junho de 2026

Sou "mei" mundo de cordel...

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Meu verso é como Flechada
Em qualquer vocabulário!
Sempre tem uma descoberta
Quando eu tiro do armário!
Cada verso fabricado;
É mais um aprendizado
Nesse mundo literário.

Meu verso é só uma vírgula
Da cultura popular!
Ta na prosa e na canção
No forró pra se dançar,
Ta na cor da poesia!
Ta no mundo em sintonia; 
Nas voltas que o mundo dá.

A minha literatura
É feita de terra e céu!
É o meu sertão, minha cor,
Minha casa, meu vergel!
O meu jeito de falar;
Sou cultura popular,
Sou "mei" mundo de cordel.

(Lalauzinho de Lalau)

Significado

Mei - (meio) 
Literário - (relativo a literatura)
Vergel - (terreno que se cultivam árvores) 
Prosa - (expressão natural da linguagem escrita ou falada)

sábado, 30 de maio de 2026

Mote: Um mudo disse a um surdo que um cego tava de olho...

 

Nunca gostei de alface,
Cebola crua e repolho!
Quando estou tomando banho
Gosto de ficar de molho,
Sujeira é um absurdo!
Um mudo disse a um surdo
Que um cego tava de olho!

Um amigo duvidou
Dizendo que eu não faria
Um verso com esse mote,
Que me enviou neste dia!
Disse, que iria fazer!
Fiz, e está aqui pra você,
O mote com a poesia!

E digo mais uma coisa,
Já capei porco roncolho!
Fui menino, brinquei muito,
Tive ferida e piolho!
Que essa vida é um estudo!
Um mudo disse a um surdo
Que um cego tava de olho!

Tirei a chave da vida
Pra olhar pelo o ferrolho!
E acabei não vendo nada,
Ficando um pouco zarolho!
E a vida me deu cascudo!
Um mudo disse a um surdo
Que o cego tava de olho.

(Lalauzinho de Lalau

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Mote: Peru calado, ganha um cruzado peru falando, sai apanhado...

 

Tudo nessa vida passa
Tudo sempre vai passando,
A vida é só um passeio
E a gente é só viajando,
Deus deixando registrado!
Peru calado, ganha um cruzado
Peru falando, sai apanhado.

E eu tenho apanhado tanto
Da carga que eu vou levando!
Nessa longa caminhada
Nenhum pitaco vou dando,
Nesse mundo atrapalhado!
Peru calado, ganha um cruzado
Peru falando, sai apanhando.

(Lalauzinho de Lalau) 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Mote: Seguro morreu de velho, desconfiado ainda é vivo...

 

Tudo que eu faço, observo!
Sou um cara muito ativo,
Eu olho bem pra passar!
Não uso paliativo!
Sigo bem o evangelho!
Seguro morreu de velho,
Desconfiado ainda é vivo!

Quero que a sabedoria
Pise no meu agressivo!
Escuto, falo, observo,
Não vou agir sem motivo!
Como diz no ministério,
Seguro morreu de velho
Desconfiado ainda é vivo.

(Lalauzinho de lalau)

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Pra poder viver sorrindo...

  

Tem dias que eu acordo
Sem vontade de sorrir!
Passo o dia lunduzeiro,
Pelo os cantos, por ali!
A procura de um sorriso;
Aí recebo um aviso
Que tenho que prosseguir.

Pra continuar vivendo
Aos poucos vou conferindo!
Que temos sonhos diários
Que a vida vem descobrindo!
Não adianta chorar;
Tenho que continuar
Pra poder viver sorrindo.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 22 de maio de 2026

A nossa casa, é a gente...

 

A nossa casa, é a gente,
Parede de carne e osso!
Se abalamos, a estrutura
Devemos dar um reforço!
Porque uma alma estruturada
Não tem parede abalada;
Pode acreditar seu moço.

A casa que gente mora,
Mora em nosso interior!
Passe uma mão de cal de calma,
Abra a porta pro amor
E deixe que ele sente,
No sofá da nossa mente;
Pra despejar toda dor.

Arme uma rede e balance
No alpendre do coração!
Faça um prece pra Deus
Em forma de gratidão,
E diga: muito obrigado!
Por onde eu tenho morado,
Vivo de verso e canção.

(Lalauzinho de Lalau)

sábado, 16 de maio de 2026

Nos versos que eu carrego...

 


Nos versos que eu carrego
Tem mágoa, suor e pranto,
Lutas, conquistas, vitorias,
Tem risos, daquele tanto!
Tem poesia e amor;
Carrego pra onde vou,
E recito por todo canto.

Carrego trovas e versos
Na aba do meu chapéu!
Faço de um pouco, um bocado,
Faço de um livro, um cordel!
É o meu desejo profundo;
Dizer, que pra salvar esse mundo,
Só Jesus que está no céu.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Mote: Passei a noite pensando, quase não deu pra dormir...

 


Meu pensamento viaja
Quando eu pego refletir!
Noites e noites pensando
Será que vou conseguir?
Eita mundo "vei" cigano!
Passei a noite pensando
Quase não deu pra dormir.

Nem mesmo o meu pesadelo
Chegou a me perseguir!
Balancei, cantei pra mim,
Nem sequer adormeci!
Acho que foi um engano;
Passei a noite pensando
Quase não deu pra dormir.

Noites de sono e de sonho
Eu tenho que conseguir!
Rezo, oro, faço prece,
Eu não posso desistir!
Continuarei rezando;
Passei a noite pensando
Quase não deu pra dormir.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Jovens humilham criança vendendo paçoquinha no semáforo em Mossoró...

 


O ser humano perdeu
O bom senso da razão!
Perdeu a moral, a ética,
Pra dá vez a humilhação!
E humilhar uma criança
É matar a esperança
De um futuro promissor!
E uma criança na rua
Indefesa, alma nua
Quer atenção e amor.

De ontem pra cá, só se ver
Nessas redes sociais
Uma humilhação exposta
De um ou dois, ou três rapaz
Que usou da ignorância
Humilhando uma criança
Que estava trabalhando
Atrás de ganhar o pão
E é exposta a humilhação 
No mundo dos desenganos.

Logo no sinal de trânsito
A criança e o seu direito!
No carro, jovens calçados, vestidos de preconceito!
Com o erro na ação
Carregando a humilhação,
Nos braços da juventude;
Cadê a nossa esperança?
Humilhar uma criança,
É a pior das atitudes.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Parabéns Elma Cunha de Lalau...

 


Eu escrevi um cordel 
Pra entregar a Maria 
Maria de tantas outras 
Em forma de poesia!
Maria Elma da Cunha 
Que com a ponta da unha
Rasgou a ponta do véu
E fez da arte o encontro 
E sem mostrar desencontro 
Da caneta e do papel.

A Maria cordelista 
Hoje é da academia!
Mostrando o nosso valor 
Da arte da poesia!
A bravura da mulher 
Está onde ela quiser 
E onde querer mostrar,
Viva a nossa poetiza
Que traz a arte da brisa
De um galope à beira mar.

De um cordel metrificado
A um soneto de cordel
Hoje o seu irmão lhe aplaude
E também tira o chapéu!
Eu sempre fui o seu fã 
Seja bem-vinda minha irmã 
Nessa noite especial;
Pessoa que eu quero bem,
Hoje, a academia tem 
Elma Cunha de Lalau.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Uma visita especial que veio de Santa Clara Caraúbas - RN...

 




Hoje tive essa visita
Muito mais que especial!
Vinheram de Caraúbas
Da sua zona rural!
Santa Clara é o lugar
Que gostam de me escutar
Logo cedo de manhã;
Ligaram da portaria
Dizendo que estaria,
Me aguardando, uma fã.

Logo atendi o pedido,
Fui ver quem ali estava!
Era Natália e seus pais
Que logo ali me aguardava!
Em um gesto de carinho
Gritou assim: Lalauzinho!
Vim aqui à sua cidade!
Eu vi a sua emoção;
E quando vem do coração,
Tudo é mais realidade.

Às coisas boas da vida,
Está na simplicidade!
Nas conversas de calçada,
No ombro da amizade!
Em cada rádio ligado,
No meu verso decorado,
No improvisado também;
Quem me escuta com frequência!
Você é minha audiência,
Sem vocês, não sou ninguém.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Mote: Sei que é difícil sorrir e é bem mais fácil chorar...

 

Devido as coisas da vida,
Das voltas que o mundo dá!
Das pedras pelo o caminho,
Dos espinhos pra furar,
Pontiagudos pra ferir!
Sei que é difícil sorrir,
E é bem mais fácil chorar.

São tantas lutas diárias
Que não dá nem pra contar!
Os tropeços, as erguidas,
E a vontade de sonhar,
Não me deixa desistir!
Sei que é difícil sorrir,
E é bem mais fácil chorar.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 28 de abril de 2026

Todos nó temos problemas...

 

Todos nós temos problemas
Que cruzam na nossa trilha,
Um problema no trabalho!
Um problema na família!
Mas todos tem solução...
Só basta ter fé patrão,
Que nada vai da errado!
E tudo tem que dá certo!
Por que Deus estando perto
Tudo é solucionado.

Quem é que não tem problemas?
Pode ser grande ou pequeno!
Gente que gera problema
Prova do mesmo veneno!
Tento me esquivar dos meus
E você também dos seus
Que chegam diariamente;
O bom é poder rezar!
Pedir forças pra lutar,
E trabalhar nossa mente.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Parabéns minha querida filha Ana Carolina...

 


És, um dos melhores versos,
Dos versos que eu já fiz!
És o meu fruto de vida,
Vingado em minha raiz!
Minha flor, minha menina;
Viva Ana Carolina,
Sou um pai muito feliz.

Feliz por tê-la comigo,
Na minha história de vida!
A minha primeira filha
Tem uma vida colorida!
Aproveite, cante e dance,
E nessa vida balance;
Parabéns minha querida.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 21 de abril de 2026

Quando está só eu e Deus...

 

Eu vejo os carros passando,
Com o barulho dos pneus!
Ouço os pássaros cantando,
Vejo a noite com seu breu,
O dia com o seu clarão!
Escuto meu coração;
Quando está, só eu e Deus.

Converso comigo mesmo,
Releio alguns versos meus!
Faço uma crítica a minha escrita,
Pra tristeza, dou um adeus!
Alegre, triste, pateta;
Isso é coisa de poeta,
Quando está, só eu e Deus.

(Lalauzinho de Lalau)

Breu - Expressão escuro total.

Releio - Vem do verbo reler, ler novamente. 

Pateta - Pessoa tola, parva, pouco inteligente.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Mote: O papel, é amigo da caneta, e a caneta é amiga do papel...

 


É a junção mais perfeita, tenho dito!
A dependência se liga em ser fiel!
Um depende do outro, sempre foi,
Como dois querubins que vai ao céu!
Lealdade na força do cometa;
O papel, é amigo da caneta,
E a caneta é amiga do papel.

Seu papel é deixar que ela escreva,
Em sua face, por cima do seu véu!
E o papel da caneta é rabiscar,
Escrever a doçura desse mel!
E tirar cada historia da gaveta;
O papel, é amigo da caneta,
E a caneta é amiga do papel.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Mote: Castelo quando não cai, ele é abandonado...

 

 

Só ouvi isso uma vez,
E hoje trago decorado!
Já me serviu como exemplo,
Já tive como ditado!
Nesse ouvido, entre e sai;
Castelo quando não cai
Ele é abandonado.

Grande, com torre estupenda,
Muros, portão decorado!
Rei, rainha, calabouço, 
Guardiões por todo lado! 
Um bobo da corte vai;
Castelo quando não cai
Ele é abandonado.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Será que foi eu que fiz?

 


Minha vida é versejar
Por isso, eu vivo feliz!
E de tanto eu fazer verso
Minha própria boca diz!
Duvidando dos meus versos;
Será que foi eu que fiz?

Versos de todo tamanho,
Muito bem metrificado!
Verso longo, verso curto,
Já fiz verso pé quebrado!
E as vezes eu faço uns,
Que me deixa emocionado;

Quando escrevo sobre a vida,
De algo que sempre quis,
Falo de amor, da gratidão,
De alguém que ficou feliz!
Eu fico me perguntando;
Ao mesmo tempo pensando,
Será que foi eu que fiz?

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Viagem a lua...



O mundo todo voltado
Para uma viagem na lua!
Muito dinheiro jogado,
Espalhado pela rua!
Mais de 500 bilhões,
Dava pra salvar milhões
Que estão com fome, na guerra;
Maltratadas no cansaço,
Gastam tudo no espaço
Ao invés de gastar na terra.

É a minha opnião,
Me diga qual é a sua?
Não sou contra a exploração,
Nem a ida do homem a lua!
Artemis 2 foi e veio
Mas aqui no nosso meio,
Tem tanto pra se gastar,
Famintos morrem na rua;
Preferem gastar na lua,
Do que, no nosso lugar.

Foram 100 bilhões de dólares
Isso é dinheiro demais!
Qual foi o objetivo?
Me diga aí meu rapaz?
Eu só queria entender,
E também compreender,
Se é benefício ou fracasso
Pra humanidade inteira;
Será que eu falei besteira,
Gastar dinheiro no espaço.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Obrigado por mais um dia...

 

Sabemos que nessa vida
Tudo que é novo envelhece!
Todo abraço, acalma a alma,
Tudo que é pequeno cresce!
Tudo cantado é canção;
Quando vem do coração,
Tudo que é bom, se agradece. 

E hoje eu acordei assim,
Com minha alma em sintonia!
Com vontade de sorrir,
Com a família em companhia!
Com vontade de viver;
E a Deus posso agradecer,
Obrigado por mais um dia.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Viver...

 




 

 

Viver, é fazer da arte,
Sua eterna companheira!
Saber que aqui, tudo passa,
E o destino é sem porteira!
A estrada é uma só;
Todo mundo vira pó,
Porque a vida é passageira.

Viver é saber viver,
Mesmo sabendo do fim!
É separar, joio e trigo,
É ver o bom e o ruim!
E o destino a gente traça;
Na vida nada é de graça,
Porque na vida é assim.

Viver, é seguir vivendo
Trilhando na mesma trilha,
É marcar cada momento,
É andar mais de uma milha,
É cair e levantar!
É sorrir e abraçar;
A nossa própria família.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Chovendo por todo lado...

 

Açude sangrando e cheio,
Deixa o cercado molhado!
O passarinho se protege
Numa brecha do telhado,
Água na sangria desse;
O sertanejo agradece,
Chovendo por todo lado.

Na porteira do curral,
Tudo ali fica abrejado!
A vaca levanta a teta,
Deixa o bezerro apojado!
Vaqueiro não faz espanto;
Fica verde em todo canto
Chovendo por todo lado.

Sendo assim, tudo se anima,
Do vaqueiro ate o gado!
Estou prevendo mais chuva,
Mais chuva por todo lado!
Amigo, deixa chover;
Devemos agradecer,
Meu Jesus, muito obrigado.


(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 1 de abril de 2026

No tempo que eu era um rei...

 



Com papai aprendi a ser um rei
Num reinado bastante diferente,
Que o tapete vermelho do castelo
Era um pano de chão no meu batente!
No terraço forquilhas arqueadas,
Um balcão, um fogão, uma latada
Onde mãe fabricava os meus pasteis!
Sei que o tempo levou minha rainha,
Conhecida por nós, por mãe Toinha;
A esposa de pai e mãe de dez.

Era assim o castelo que vivi,
Muitas bocas pra pai alimentar,
Só depois que cresci, eu percebi
Que papai não deixou nada faltar!
Trabalhou sol a sol, saía cedo,
A coragem de pai matou o medo
De enfrentar a cruel dificuldade! 
Sustentar cada filho, era o seu plano;
Se eu passar meio século tralhando,
Eu não pago a papai, nem a metade.

E assim foi a sua monarquia,
Sem coroa, sem trono, mas com a verdade,
Tinha pós-doutorado em ajudar,
O trabalho foi sua faculdade!
Foi papai que me deu força, guarida,
Me ensinou os caminhos dessa vida,
No momento que eu mais precisei!
Quero ser a metade do senhor;
Os princípios que tem cada valor,
Que é muito maior que ser um rei.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 31 de março de 2026

Mote: Bondade se faz calado, não precisa de zoada...

 

Faça o bem com o coração
Sem tirar foto de nada!
Se quer ajudar alguém
Que está com mão estirada,
Ajude sem ser mostrado!
Bondade se faz calado,
Não precisa de zoada.

Se tiver alguém com sede,
Ofereça água gelada!
Se tiver alguém com fome
Dê um pão, não diga nada!
Pra quê deixar divulgado?
Bondade se faz calado;
Não precisa de zoada.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 30 de março de 2026

Mote: O que eu aprendi chorando, sorriso nenhum me ensina...

 

Já passei por tanta estrada
Já dobrei em tanta esquina!
Já passei por tempestade,
Vento forte, sol, neblina!
Continuei caminhando;
O que eu aprendi chorando,
Sorriso nenhum me ensina! 

Na escola dessa vida,
Cada teste determina!
Que a gente passe na prova
Sem burlar a disciplina!
Por que Deus está olhando;
O que eu aprendi chorando,
Sorriso nenhum me ensina.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 25 de março de 2026

O meu nome é Lalauzinho...

 



Meu verso é conexão,
É riso, suor e pranto!
É vida, prosa, e canção,
Não posso fazer espanto!
É TCM, é sertão;
Chega em toda região,
É sucesso em todo canto.

Sou poesia e cordel,
Cultura, tudo juntinho!
Eu também sou TCM
Cruzando o nosso caminho!
Sou repente, sou forró;
Eu também sou Mossoró,
O meu nome é Lalauzinho.

(Lalauzinho De Lalau)

terça-feira, 24 de março de 2026

Como é que eu vou entender a nossa sociedade?

 

Cheia de tantos direitos,
Mas só pratica a maldade!
Fala de paz e faz guerra,
Se veste de vaidade!
E mata pra sobreviver;
Como é que eu vou entender
A nossa sociedade?

Que passa o dia rezando
E esquece da humildade!
Nega um pão a quem tem fome,
Suja as ruas da cidade!
Não dá, e quer receber;
Como é que eu vou entender
A nossa sociedade?

Prende um pássaro na gaiola,
E fala de liberdade!
Humilha, cospe, maltrata,
Pisa só por crueldade!
Não deixa o amor florescer;
Como é que eu vou entender
A nossa sociedade?

"Ora", e é mau do vizinho,
Desfazendo a amizade!
Passa o ano sendo ruim,
No natal, faz a bondade!
Pra mídia toda saber;
Como é que eu vou entender
A nossa sociedade?

(Lalauzinho de Lalau) 

sexta-feira, 13 de março de 2026

O clima aqui, melhorou...

 

Na terra de Mossoró,
A capital da cultura!
O vento ficou mais frio
Depois de tanta quentura!
O céu ficando nublado,
O clima fica mudado;
Melhora a temperatura.

Só podia ser a chuva,
Depois desse desafio!
Da alta temperatura
Secando a água do rio!
Que não tem água corrente;
Mossoró estava quente
E agora ficou mais frio.

Ontem caiu uma chuva
Alegrando o agricultor!
Já no começo de março,
São José abençoou!
Molhando aqui nosso pó;
Na terra de Mossoró,
O clima aqui, melhorou.

(Lalauzinho de Lalau

quinta-feira, 12 de março de 2026

Mote: E se o pobre passasse um mês, com o cartão corporativo?

   



Atirar com a pólvora alheia,
É mais que um paliativo!
É brincar de vivo morto,
Ou brincar de morto vivo!
O que faria vocês?
E se o pobre passasse um mês,
Com um cartão corporativo?

O que seria do pobre?
Pensaria positivo?
Comprava, emitia nota,
Era alegre ou depressivo?
Vivia uma vida de burgues;
E se o pobre passasse o mês,
Com o cartão corporativo?

Me diga aí seu palpite;
Vamos pensar positivo!
Os benefícios são grandes,
É grande o quantitativo!
Mas a gente não tem vez;
E se o pobre passasse um mês,
Com o cartão corporativo?

(Lalauzinho de Lalau)

Atirar - Arremessar(-se), disparar (arma de fogo ou de arremesso); alvejar, apontar.


Paliativo - Q
ue ou que serve para atenuar um mal ou protelar uma crise (diz-se de meio, iniciativa etc.)


Burguês - N
a Idade Média, natural ou habitante livre de um burgo, que gozava de certos privilégios.


Quantitativo - Q
ue concerne a quantidade; que indica quantidade.

Cartão corporativo - É um meio de pagamento utilizado pelo governo que funciona de forma similar ao cartão de crédito que utilizamos em nossas vidas.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Quando chove no sertão...

 

A flor do mandacaru
Mostra a ponta do botão!
A relva muda roupagem
Com a cantiga do carão;
Dizendo: Acabou o pranto!
Fica verde em todo canto
Quando chove no sertão.

E na orquestra da chuva
Tem relâmpago e tem trovão!
A névoa faz a cortina 
Pra sua apresentação!
O sapo cantando atoa;
Diz: Eita da chuva boa!
Quando chove no sertão.

(Lalauzinho de Lalau)