terça-feira, 31 de março de 2015

O mote diz: O IPP agora tem mais um grande professor...




Lucas Vinícius da Cunha
É um grande conhecedor
Um grande violonista
Um grande orientador
E estudioso também
E o IPP agora tem
Mais um grande professor

Fez administração
Seu mestrado terminou
E agora cursando letras
Pra aumentar seu valor
E o conhecimento também
O IPP agora tem
Mais um grande professor

Pra mim, é um bom sobrinho
Bom poeta e tocador
Um bom irmão e bom filho
Lucas é um vencedor
E merece os parabéns
O IPP agora tem
Mais um grande professor

A escola acertou no alvo
Emídia quem aprovou
Lucas Vinícius Martins
Que o Cunha do pai herdou
E agora ensinando vem
O IPP agora tem
Mais um grande professor

(Lalauzinho de Lalau) 

segunda-feira, 30 de março de 2015

O mote diz: Deus me deu esse dom da poesia, vou levando esse dom ate morrer...


Vou dizer que eu sou bom no improviso
E na arte eu já tenho doutorado
No meu verso ganhei o meu mestrado 
O diploma Jesus deixou comigo
A escola do verso é o meu abrigo
Poesia eu não posso aprender
Por que eu já nasci com esse saber
Já nasci recitando essa magia
Deus me deu esse dom da poesia
Vou levando esse dom ate morrer

Já nasci decantando o meu sertão
O sofrer do caboclo nordestino
Brincadeira dos tempos de menino
Meu cavalo de talo e o meu pião
De mamãe escaldando o meu pirão
Colocando no prato pra comer
Da aurora e do meu amanhecer
Do Canário cantando a luz do dia
Deus me deu esse dom da poesia
Vou levando esse dom ate morrer

Agradeço, a Deus pai onipotente
 Que me deu essa graça divinal
Hoje sou o Lalauzinho de Lalau
Possa ser que o meu nome é diferente
Mas, o verso que eu faço alegremente
Que me serve de água pra beber
De lençol e de comida pra comer
Com o meu verso, eu trabalho todo dia
Deus me deu esse dom da poesia
Vou levando esse dom ate morrer

(Lalauzinho de Lalau)

sábado, 28 de março de 2015

O mote diz: Toda casa de taipa abandonada guarda um grito de fome dentro dela...

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Visitei meu sertão de ponta a ponta
Só pra ver o casebre onde morei
A porteira na frente eu avistei
Só o mato que fez tomar de conta
Minha ânsia no peito estava pronta
Pra dizer quero ver o jeito dela
Minha casa na frente era amarela
Mas com o tempo, a cor é desbotada
Toda casa de taipa abandonada
Guarda um grito de fome dentro dela

Foi papai quem caiou a sua frente
Quando a chuva passou despercebida
Tendo água melhora a nossa vida
Fica a terra molhada ao invés de quente
Depois passa essa chuva derepente
E a seca ocupando o lugar dela
Deixa a vaca mais gorda magricela
E o leite não dá pra meninada
Toda casa de taipa abandonada
Guarda um grito de fome dentro dela 

Sem comida, sem pão e sem inverno
Na casinha de barro do roceiro
Não tem mais as galinhas no terreiro
E a mata vestindo um novo terno
Desse jeito o sertão vira um inferno
Foi assim que deixei de morar nela
Pai vendeu o cavalo e sua sela
E depois levou nós pela estrada
Toda casa de taipa abandonada
Guarda um grito de fome dentro dela

Eu voltei com saudades do recinto
Do viver da pequena moradia
Mas eu vi dentro dela a agonia
Que essa dor que bateu ainda sinto
É verdade, eu chorei, pois eu não minto
Quando vi o pedaço da tigela
A chinela que mãe calçava ela
E caindo um pedaço da latada
Toda casa de taipa abandonada
Guarda um grito de fome dentro dela

Escutei um gemido lá no quarto
Mas só vi rachadura no oitão
Vi quebrada a mão velha do pilão
Vi rasgado um pedalo de um retrato
Era uma casa de taipa lá no mato
Que pra mim era pobre mais singela
Eu, papai e mamãe morava nela
Mas a casa hoje está quase arriada
Toda casa de taipa abandonada
Guarda um grito de fome dentro dela

Ô saudade do pé de cajarana
Que ficava no fundo do quintal
Ô saudade do gado no curral
Do engenho e papai moendo cana
A saudade que eu sinto é mais tirana
Que espinha furando a minha goela
Sei que o tempo torou sua tramela
E de porta não tem é quase nada
Toda casa de taipa abandonada
Guarda um grito de fome dentro dela

Vi um vulto passando pra cozinha
Eu lembrei de mamãe lá no fogão
Eu lembrei do comer no caldeirão
E do caco de mãe deitar galinha
Mas eu vi que a acasa que era minha
No passado eu queria viver nela
Sei que hoje não tem mais nem janela
E o cupim na madeira faz morada
Toda casa de taipa abandonada
Guarda um grito de fome dentro dela

Vi a casa que estava no abandono
E chorei sem saber o que fazer
Com a terra sem água pra beber
Deixa o pobre roceiro sem ter sono
E a casa sem vida sem ter dono
Faz o pobre chorar junto com ela
Mas eu posso dizer morei naquela
Que hoje em dia o fantasma faz morada
Toda casa de taipa abandonada
Guarda um grito de fome dentro dela

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 27 de março de 2015

O mote diz: Vou no trem da saudade todo dia, visitar o lugar que eu fui criado

Disse o inesquecível poeta João paraibano


No vagão da saudade eu tenho ido
Ver a casa que antes nasci nela
Uma lata de flores na janela
A parede de taipa e o chão varrido
Milho mole esperando ser moído
Numa maquina com o ferro enferrujado
Que apesar da preguiça e do enfado
Mãe botava de pouco e eu moía 
Vou no trem da saudade todo dia
Visitar o lugar que fui criado

(João Paraibano)

 Peguei a deixa do saudoso poeta que já partiu e escrevi

Também vou com a saudade viajando
Machucando o meu peito dolorido
Lembro muito dos dias bem vivido
Com papai e mamãe me ajeitando
Tempo bom que aqui eu vou lembrando
Que eu não posso esquecer do meu passado
Do cavalo de talo fabricado
Que papai ajeitava e eu corria
Vou no trem da saudade todo dia
Visitar o lugar que eu fui criado


(Lalauzinho de Lalau)


Digo mais pra você que é do sertão
Que lembrei do meu pé de cajarana
Era assim o meu final de semana
Que a saudade invadiu meu coração
Minha bila era irmã do meu pião
Se eu pudesse eu voltava pro passado
Só pra ver minha mãe bem do meu lado
Enxugando o suor quando eu corria
Vou no trem da saudade todo dia
Visitar o lugar que eu fui criado

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 26 de março de 2015

O mote diz: Eu dava um show respondendo se eu for ao show do milhão...

Silvio ia perguntar!
Ô Lalauzinho de Lalau
O que é o carnaval?
-Uma festa bem popular
Onde canta o sabiá?
-Nas terras do meu sertão
  Quem é Catulo da Paixão?
-É um poeta tremendo
Eu dava um show respondendo
Se eu fosse ao show do milhão

Se eu recebesse o convite
Pra ir pro SBT
Logo ia responder 
Das Pirâmides do Egito
Que é um monumento bonito
E quem era Lampião?
-Cangaceiro e Capitão
Do meu sertão estupendo
Eu dava um show respondendo
Se eu fosse ao show do milhão

Quem assinou a Lei Áurea?
-Foi a princesa Isabel
De onde é que vem mel?
A abelha tira da fava
Na terra um bicho que cava?
-O peba cavando o chão
Qual o poder de Sanção?
-O seu cabelo crescendo
Eu dava um show respondendo
Se fosse ao show do milhão

Quem escreveu o Brasil?
-Foi Pero Vaz de Caminha
Uma mulher boa? - Tiazinha
Arma pesada? - fuzil
Ditado? - tomou doril
Brincadeiras do sertão?
 Cai no poço e garrafão
Ate quando vai crescendo
Eu dava um show respondendo
Se eu fosse ao show do milhão

Quem faz fronteira ao Brasil?
Bolívia e Venezuela 
Peru, Colômbia é singela
Uruguai terra gentil
 Paraguai que vale mil
Longe do Afeganistão
E aterra no Paquistão
Com a guerra ficou tremendo
Eu dava um show respondendo 
Se eu fosse ao show do milhão


(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Esse foi um trabalho do meu primeiro CD, o poema Lalau de cá e Lalau de lá...



Na calçada lá de casa
Eu estava lendo jornais
E na hora eu conversava
Com meu amigo Tomaz
Tomaz Neto é um político
Gosta de falar bonito
E falou num tom legal
Lalauzinho grande poeta
O que acha do pateta
Do doutor juiz Lalau?

Eu disse esse roubou
O sol antes de nascer
Devido ser um doutor
Foi difícil de prender
Também de sua patente
Por ser muito inteligente
Demorou a se render

Roubou todo o seu dinheiro
E ficou foi milionário
Viajando pra o estrangeiro
Mas que juiz salafrário
Esqueceu do brasileiro
Que só ganha um salário

Esse juiz, o Lalau!
Nasceu mesmo pra roubar
Mas tem tanto Lalau no mundo
Que não dá nem pra contar
Aí escolhi um lindo tema
Pra botar nesse poema
Lalau de cá e Lalau de lá

Devido ter tanto Lalau
Aqui em cima do chão
Tem Lalau que é vaqueiro
Que eu falo de coração
Pega o boi derruba e ferra
Faz tudo certo e não erra
A mandado do patrão

Tem o Lalau que é pedreiro
Pucha a massa e faz concreto
Trabalha na empeleita
Na diária ele esperto
Tijolo, arreia e cimento
Esse são seus instrumentos
E o trabalho sai correto

  Tem o Lalau camelô
Com a sua barraca singela
Vende pinoco de barro
Prato pequeno e tigela
Sela, arreio e cabeção
Vassoura pra varrer chão
Caixa de fósforo e de vela

Tem o Lalau caminhoneiro
Que viaja com cuidado
Que ama o seu caminhão
Deixe ele bem zelado
Mas o que ele mais detesta
É ver fiscal que não presta 
Virada e pneu furado

Tem o Lalau trabalhador 
Que vive do seu suor
Com uma merreca de dinheiro
Sempre desatou o nó
Não quer nada de ninguém
Esse aí eu quero bem
É o Lalau de Mossoró

É esse o Lalau que eu quero
Falar dele um bom pedaço
É esse o Lalau sincero
Que me dá sempre um abraço
Acha bonito eu falar
E também de declamar
Todos os poemas que faço

Foi quem me deu moradia
E também educação
Saúde, sossego e paz
 E também compreensão
Eu digo com alegria
Nunca panela vazia
Nunca nos faltou o pão

Foi quem sustentou dez filhos
Que hoje estão todos criados
Lalau que vendeu pastel
Lalau que já criou gado
Trabalhador brasileiro
E hoje esse velho guerreiro
Encontra-se aposentado

É o pai de Lalauzinho
Falo pra vocês, meu povo!
Se eu nascesse outra vez
Queria mais um vez 
Nascer Lalauzinho de novo 

É por isso que eu grito
A esse velho eu dou cartaz
Tenho orgulho em ser seu filho
Muito obrigado meu pai


(Lalauzinho de Lalau) 

terça-feira, 24 de março de 2015

O matuto no carnaval...



Eu venho dos bredos da mata
A onde o sol descortina
Onde acordo bem cedinho
Com os pássaros lá na campina
Acordo ao cantar do galo
Pra fazer cuscuz de ralo
Pra mim tomar com café
Quando acordo bem cedinho
Pra tomar meu cafezinho 
Com Jesus e muita fé

Porque só sei viver solto
Brincando com as fulô
Eu não sou como aqueles homens
Que andam de elevador
E vive tudo engravatado
Como um guiné amarrado
Eu sou matuto seu doutô!

Eu nunca fui numa festa 
A num ser de cantoria!
Vaquejada ou novena
Frequento com alegria
Nunca fui num carnaval
Disseram que é bem legal
Quem disse foi minha tia

Tia chegou lá em casa
Chiando, veio a passeio
Trouxe o meu primo Carlinhos
Alzembergue também veio
Pegaram a me azucrinar
Ate conseguir levar
Lalauzinho pro veraneio
Lá vai ter o carnaval
É na praia de Tibau
E de mulher o mar ta cheio

 Quando eu escutei isso
Peguei logo a me animar
Meus primos foram dizendo
Lalauzinho vá se arrumar
Bote tudo que puder
Só não bote uma mulher
Que mulher lá não vai faltar

Fui correndo pra cozinha
Peguei logo um matulão
Soquei dentro, uma galinha
Que tava lá no fogão
Uma banda de rapadura
Uma banana madura
Farinha, arroz e feijão

Foi quando cheguei na paria
Chapéu quebrado na testa
Botas de couro de gado
Pra mim dançar qualquer festa
Vi o mar verde azulado
Eu gritei logo assustado
 Vixe! do açude que presta
   
Mas que açude aloprado!
Meu primo, quis gozar deu
Disse: vamos se banhar
Eu disse: vamos valeu!
Espere aí, vou me trocar
A ceroula eu vou botar
Não vão embora sem eu

Chegando na beira mar
As mulheres todas despidas
Com aquele fio dental
A mulher mais atrevida
Pra todas lá eu olhei
Acredite que achei
A coisa melhor da vida

Eu fiquei desconfiado
Armei logo o berimbau
Saí pra tomar um banho
Dei um mergulho legal
Fui saindo bem ligeiro
E dizendo no aperreio
Tem bem um quilo de sal

Foi quando a noite chegou
Eu fui pro tal carnaval
Tinha umas papa de isopor
Um povo melado de cal
As negas todas pulando
Pulando e cheirando um pano
Foi quando entrei no sarau

Cai logo na folia
Comecei a dançar a só
O meu primo veio chegando
Com pedaço de lençó
E disse assim: Lalauzinho
Cheire bem devagarinho
O que é isso? é loló

Eu lá sabia o que diabo era
Dei um cheiro bem profundo
Vi trezentas besta fera
Vi rodando todo mundo
Os meu pés saiu do chão
Eu disse assim: meu irmão
Estou virando vagabundo

Veio uma mulher dizendo
Um tapinha não dói, um tapinha não dói
Dei uma tapa na sua bunda
Quando dei fé, seus avós
Tio, parente e irmão
Entrei numa confusão
Quase não saía mais
Fui para a delegacia
Só sai no outro dia
Quem me soltou foi Tomaz

E esse foi o advogado
Que chegou pra me soltar
E o delegado meio quente
Começou logo a falar
Um papel lá assinou
E disse assim: doutor
Leve esse doido pra lá


Que já ontem ele foi preso
Por causa de um celular
 Que ele tomou de um senhor
E começou logo a quebrar
Pensou que era uma barata dagua
Que ia lhe ferroar

Deixei a delegacia
Pra não sair no jornal
Entrei no carro dia
Chorando e passando mal
Meus primos disseram logo
O que ele fez não fez mau
Aí, foi quando escrevi
O matuto no caranaval

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 23 de março de 2015

O mote diz: Se pudesse eu comprava minha infância, nem que fosse pagando a prestação...

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A saudade bateu em minha porta
E eu pedi a Jesus nosso senhor
Que acalmasse no peito a minha dor
E eu lembrei do meu tempo lá na roça
De mamãe de baixo da palhoça
Machucando a carne no pilão
E sentado no testo de um caixão
Onde estava a boneca de Constância
Se pudesse eu comprava minha infância
Nem que fosse pagando a prestação

Dei três volta no carro da lembrança
E lembrei do meu saco cheio de bila
Que eu brinquei de buraco, palmo e tila
Se eu pudesse eu voltava a ser criança
Meu cavalo de talo a esperança
Que eu corria e ciscava pelo o chão
Da chaplã que peguei meu azulão
Desse tempo o pior é à distância
Se pudesse eu comprava minha infância
Nem que fosse pagando a prestação

Mas o tempo deixou tudo morrer
Cai no poço, pião e contar história
Mas eu nunca apaguei da memória
Os meninos, Elton e Elcio de Tiê
De Gilvan e Lalá de Ladiê
Dos garotos correndo de pé no chão
De Tiago e Israel de bola na mão
Esse tempo o pior é à distância
Se pudesse eu comprava minha infância
Nem que fosse pagando a prestação

(Lalauzinho de Lalau)     



sexta-feira, 20 de março de 2015

Dilma pede tolerância e diz que sabe governar...

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 Durante a solenidade
No estado do Goiás
 Dilma pediu tolerância
Depois de ouvir os demais
Falou das filiações
E das manifestações
De democracia e paz

Só depois do panelaço
Que o Brasil pôde escutar
Depois do povo nas ruas
Que fez meu Brasil parar
Depois de tanta arrogância
Dilma pede tolerância
E diz que sabe governar

Só depois que a Petrobrás
Sofreu esse bafafá
Com CPI e desvios
A luz querendo aumentar
Depois de tanta ganância
Dilma pede tolerância 
E diz que sabe governar

Depois que os caminhoneiros
Começaram a bloquear
E a gasolina subiu
E a gente tem que pagar 
 Pra andar longa distância
Dilma pede tolerância
E diz que sabe governar

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 19 de março de 2015

Vem aí a primeira cavalgada de São Vicente de Ferrer em Itajá...






Neste domingo que vem
Essa eu não posso faltar
Já recebi o convite 
Do amigo Josimar
Essa eu não troco por nada
A primeira cavalgada
Da cidade de Itajá

Vai sair logo cedinho
Do Haras Frei Damião
Logo as margens da BR
Pedaço do meu sertão
Na ponte do rio Assu
Deixo o convite pra tu
Vamos cavalgar patrão!

Indo ao Manoel Argemiro
O Park de vaquejada
O park de Josimar
Que fica bem na entrada
Da cidade de Itajá
No domingo eu vou pra lá
Pra primeira cavalgada

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 18 de março de 2015

Wilson Junior recebe o título de cidadão mossoroense...


Parabéns Wilson Junior
Meu amigo e meu irmão
Recebeu essa homenagem
Foi com bastante emoção
Que Alex Moacir
Fez nosso amigo sorrir
Com um título de cidadão

Cidadão mossoroense
Sempre foi, sempre será
Conhece bem essa terra
Aqui pôde prósperar
Colocou o trem nos trilhos
Daqui educa os seis filhos
Nas voltas que o mundo dá

Cidadão mossoroense
 És um grande marqueteiro
Bom filho, amigo e bom pai
Bom esposo e bom vaqueiro
É assim que a gente vence
Cidadão mossoroense
Do meu Brasil brasileiro

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 17 de março de 2015

As cadeias do Rio Grande do Norte...



Nem aqui nem no Brasil
Cumprem a nossa lei penal
É difícil uma cadeia
Num sistema prisional
Com a reabilitação
Pra quem sair da prisão
Sair sem fazer o mal

O problema é variado
Com a super lotação
Cadeias sem estrutura
Presos dormindo no chão
É lotado chega soa
É difícil ter gente boa
Porque lá só tem ladrão

É ladrão engravatado
Ladrão com arma na mão
Ladrão por cima das casas
Ladrão dentro da prisão
Ladrão batendo carteira
Ladrão subindo a ladeira
Lá vem descendo o ladrão

E o povo não tem mais fé
No cristo senhor amado
Que morreu por nós na cruz
Foi morto e crucificado
Pense num grande aperreio!
E cristo morreu no meio
De um ladrão de cada lado

E assim segue o roteiro
Dês do tempo de Adão
Que tem pecado no mundo
Gente ruim sem coração
Caim quem matou Abel
E hoje aqui em meu vergel
É irmão matando o irmão

Por isso que as cadeias
São lotadas de verdade
Com a falta de estrutura
No Brasil e na cidade
O problema é social
É político e anormal
Sem Deus na sociedade

(Lalauzinho de Lalau) 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Eu sou Lalauzinho de Lalau...

Sou picada de cobra cascavel
Sou mordida de um grande jacaré
Sou a cobra que corre sem ter pé
Sou abelha que ferra e faz o mel
Sou maconha intocada no motel
Esperando a polícia vim prender
Sou o réu sem saber o que fazer
Na sentença de um grande tribunal
Sou o poeta Lalauzinho de Lalau
Poeta assim é difícil aparecer!

Sou a chuva de pedra e de granizo
Sou a lava  mais quente do vulcão
Terremoto que abala e racha o chão
Para raio e a força do corisco
Rachadura em parede de edifício
Sou a fome que abala o meu Nordeste
Lampião o herói cabra da peste
Que botou muita gente pra correr
Sou micróbio a se desenvolver
Fruto ruim que não dá nada que preste

Sou papeira, sarampo e catapora
Dor de dente que dá ao enoitecer
Sou hemorroidas que coça sem saber
Dando em velho que pula, grita e chora
Sou o filho mais ruim que foi embora
Sou Osama Bin Laden terrorista
Sou virada de caminhão na pista
Sou a guerra no Afeganistão
Empregado mal pago do patrão
Sou um grande fracasso de um artista

Sou a dor doida da osteoporose
Sou infarto que ataca o coração
O asmático sem ar no seu pulmão
Sem está com a bombinha do seu lado
Sou o roubo lá dentro do senado
Candidato em começo de eleição
Sou a briga de doido e sapatão
Sou promessas de um vereador
Sou a bomba explodindo no metrô
Chupa cabra assombrando o meu sertão

Sou salário de um aposentado
Que não dá pra fazer um feirinha
Sou ferida bicada por galinha
Que belisca e depois arranca a casca
Sou o gume amolado de um faca
Sou o dedo que leva martelada
Sou o chifre cruel da namorada
Sou furada num prego enferrujado
Sou gilete no bolso de um viado
Sou topada na quina da calçada

Sei que hoje há um novo falatório
Terrorismo é a onda do momento
Mas um dia eu sai no meu jumento
Fui parar em um grande território
Cheguei lá, baguncei seu escritório
Lá eu fiz mil soldados ajoelhar
E Osama Bin Laden eu fiz chorar
Que chorando me disse: Lalauzim!
Não levante a mão, não bata em mim
Que eu prometo a minha barba tirar

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 13 de março de 2015

Outra manifestações pedem pra Dilma ficar...



Outras manifestações
Vem crescendo a cada passo
A CUT e o MST
Quer apertar um só laço
Em defesa da Petrobrás
De Dilma e de muito mais
Meu Deus não sei o que faço!

Se sou a favor ou contra
Nessa manifestação
Depois que o povo votou
Decidiu na eleição
Pulou, gritou no sol quente
Elegeu a presidente
E agora vem a questão

Crise por cima de crise
Desvio nas estatais
A gasolina mais cara
Mais médicos, que não tem mais
 E essa manifestação
Defende aqueles que estão
Com Dilma e com a Petrobrás

Onze estados do país
Vem para manifestar
São manifestos pró-Dilma
Pra o Brasil continuar
Controlando as inflações
Outras manifestações
Pedem pra Dilma ficar

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 12 de março de 2015

Para que o pedido de abertura de impeachment tenha consistência, devem existir provas de que o mandatário cometeu algum crime comum (como homicídio ou roubo) ou crime de responsabilidade –que envolve desde improbidade administrativa até atos que coloquem em risco a segurança do país...


Dilma não matou ninguém
Isso aí, Dilma não faz!
Mesmo assim, tem muita gente
Morrendo nos hospitais
A crise desenfreada
Família desempregada
E o caso da Petrobrás

Querem pedir o impeachment
É só o que a gente ver
Leia a constituição
Pra você poder saber
Sobre tudo e a verdade
E a responsabilidade
De um político no poder

Ela disse: eu não fiz nada
Fiz nenhuma improbidade
Não posso ser afastada
Ao tom da realidade
E a gente pagou pra ver
Os escândalos do PT
Pra o bem da sociedade

Votando na presidenta
Você votou no PT
Votou em Michel Temer
  Que é do PMDB
Votou no mesmo arrumado
E hoje só os deputados 
Tiram Dilma do poder 

Mas se esse caldo engrossar
Lá no fundo da panela
Queimar e feder bastante
Sem poder ir pra tigela
E essa crise debandar
E o meu país afundar
Meu Brasil fica sem ela

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 11 de março de 2015

O vício do Facebook...

Nessa onda de internet
Fico meio encabulado
Por que no meu Facebook
Agora vivo antenado
E agora tem muita gente
Que está ficando é doente
Todo mundo é viciado

 Tem gente no Facebook
Teclando ate no banheiro
Tem gente no Facebook
Toda hora o dia inteiro
De dia ate à tardinha
Ate as minhas galinhas 
Estão teclando no chiqueiro

Pense num vicio danado
De noite e também de dia
Não tem hora e nem lugar
Nem noite quente e nem fria
Esqueceram do Orkut
A onda é o Facebook
Isso é uma epidemia

O povo é no celular
No notebook ligado
No emprego e no namoro
Dentro ou fora do mercado
Ate mesmo a criançada
Vive de tela ligada
Todo mundo é viciado

O vicio comanda o homem
E também a classe gay
A classe alta e a baixa
Foi isso o que eu pensei
Agora eu vivo antenado
Com o Facebook ligado
Eu também me viciei


(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 10 de março de 2015

As manifestações...

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Com ponta pé e prisões
Fumaça que sai do gás
Muita bala de borracha
Tumulto, grito e cartaz
Todo grupo e uma roda
Manifestação é moda
Agora nas capitais

Milhares querem justiça
Um Brasil com mais progresso
Outros já fazem baderna
Sem comprar nenhum ingresso
Brigam, quebrando portão
E faz manifestação
Lá na porta do congresso

Brasília treme de medo
Do grito do brasileiro
São Paulo, Belo Horizonte
Vão nesse mesmo roteiro
Curitiba e Salvador
Porto Alegre, seu doutor!
Tem baderna o dia inteiro

Pode sim, reivindicar
Mas tenha moderação
Faça o seu ato pacífico
Sem baderna e confusão
Por que desse jeito é foda
Manifestação é moda
Aqui na nossa nação

(Lalauzinho de Lalau)

  

segunda-feira, 9 de março de 2015

Morre Inezita Barroso, aos 90 anos, em São Paulo...

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Vai deixar muitas saudades 
Nossa Inezita partiu
A canção moda da pinga
Que aqui, muita gente ouviu
Do meu ouvido não sai
Quanta saudade me traz
Inezeta do meu Brasil

Fez da música caipira
Sua maior sintonia
Defendeu essa bandeira
Divulgou toda a magia
No Viola minha Viola
Seu programa, a sua escola
Que pena chegou seu dia!

(Lalauzinho de Lalau) 

sexta-feira, 6 de março de 2015

CPI da Petrobras tem bate-boca e dedo na cara e deputado sendo chamado de moleque...



Bate boca e discussões
Confusões e muito mais
Teve ate dedo na cara
Pode acreditar rapaz
Tudo isso foi aqui
Na hora da CPI
Na CPI da Petrobrás

Uma tremenda molecagem
Foi uma manhã de tenção
Foi tanto dedo na cara
Bate boca e discussão
Mas eles tão nem aí!
Pro caso da CPI
Ô Brasil pra ter ladrão

Levantaram das cadeiras
Gritos de longe se ouvia
Na mesa da presidência
Uma mão longe tremia
Submetendo a pressão
Enfrentando essa questão
Uma tremenda hipocrisia

Parecendo mais um circo
Com respeito aos animais
Que são bem mais educados
Do que qualquer um rapaz
Que faz da gente um brinquedo
Bate-boca e muito dedo
Na CPI da Petrobrás

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Só eu que sei quem eu sou...

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Sou como cobra criada
Solta no canavial
Esperta pra dá o bote
De um jeito bem natural
O meu instinto é assim
Do começo ate o fim
Sou Lalauzinho de Lalau

Sou como trem carregado
Sem poder sair dos trilhos
Sou como a pobre cegueira
Querendo enxergar os brilhos
Do raia de um novo dia
Sou família e companhia
Querendo educar os filhos

Sou meu repente travesso
Pra todo canto que vou
Sou a fé que tenho em Cristo
Cristo está a onde estou
Dês do tempo de menino
Versejar é meu destino
Só eu que sei quem eu sou

(Lalauzinho de Lalau)