E eu, sem ver resultado!
Falta de verso ou assunto,
Sem ter nada pra dizer!
Sem inspiração na hora
Sem vontade de escrever!
Sem saber nem explicar;
Tanto tempo sem postar
Por conta sei nem de quê.
Pode ter sido um descuido,
Só hoje eu vim perceber,
Que o meu verso é o meu refúgio
Que alimenta o meu viver!
Só hoje é que eu vim notar;
Tanto tempo sem postar
Por conta sei nem de quê.
(Lalauzinho de Lalau)
Trabalhar pra quem não paga,
Cagar, limpar com jornais!
Separar briga de bebo
Pulando nos carnavais!
Pula cerca, Pula muro;
Em negócio sem futuro,
Entrei, mas não entro mais!
Dançar com mulher zambeta,
Trocar botijão de gás!
Tirar goteira de casa,
Eu quero nada rapaz!
Ir dormir num colchão duro;
Em negócio sem futuro,
Entrei, mas não entro mais!
(Lalauzinho de Lalau)
O tempo que segue o tempo,
Nessa historia tão maluca!
Sofre cada ferimento,
Cai em cilada, sinuca!
Mas a vida é mais esperta;
A ferida estando aberta,
Até carinho machuca.
Arranhões, feridas, cortes,
O tempo bate na nuca!
Mostrando a cada minuto
Que a vida, nunca caduca!
Mas quando a saudade aperta;
A ferida estando aberta,
Até carinho machuca.
(Lalauzinho de Lalau)
Comparo a vida da gente
A velha luta do gado!
Grito, tanjo, vou correndo,
Solto, preso no cercado!
Ruminando a desistir;
Peço a Deus pra prosseguir,
Mesmo quando estou cansado.
(Lalauzinho de Lalau)
Depois do sepultamento
Resta pra gente a saudade!
A dor de quem perde um amigo
É a dura realidade,
Não se tem explicação
Somente na oração
Sabemos o peso da dor
De quem ficou, quem sentiu!
E a saudade fica a mil,
Na direção que ela for
Depois do sepultamento
Vão as preces pra o divino!
Vem as orações maiores
Para o amigo Marcelino
Grande Marcelino Neto
Que estava sempre por perto
Com a Câmera na mão!
Sem enaltecer a voz;
Hoje não está entre nós
Isso é sem explicação.
Depois do sepultamento
Que reuniu mais de tantos!
Fica a saudade entre nós
Espalhada pelos cantos!
Traçou aqui seu destino
Grande amigo Marcelino
É triste, a dor da partida
Hoje só resta saudade;
Partiu pra eternidade
Pra o outro plano de vida.
(Lalauzinho de Lalau)
Aqui não temos partido
Nem time de futebol,
Religião? atitude!
Deus da chuva, Deus do sol;
Nunca vou está sozinho!
Porque tenho em meu caminho
Aninha, Júlia e Carol.
(Lalauzinho de Lalau)
Depois de ver tanta guerra,
Tanta morte, tantos ais!
Depois do desmatamento
E a morte dos animais!
A extinção da jaçanã;
Cuidado com o amanhã,
Pode ser tarde demais.
Depois de esquecer de Deus,
Dizer: Pra mim tanto faz!
Depois de pisar os outros,
Que na estrada ainda estais
Com uma criança pagã!
Cuidado com o amanhã,
Pode ser tarde demais.
Esquecer a dor do próximo
Que chora a beira do cais!
Sem ajudar, sem ouvir
Compreender mais e mais!
Não pode ouvir o tupã;
Cuidado com o amanhã,
Pode ser tarde demais.
(Lalauzinho de Lalau)
(Tupã - Deus do trovão)
(Jaçanã - Ave nativa da América do Sul)
(Cais - Elevação de terra ou aterro a margem do rio)
(Pagã - Criança que não foi batizada
Egoísta, pensa muito
Sempre em se favorecer!
Carrega a hipocrisia,
Suja a água de beber!
Desse lado eu nunca estive;
Tem ser humano que vive
E acha que não vai morrer.
Acha que ele é eterno
E que nunca vai padecer!
Ignora a dor alheia,
Passa e finge que não ver!
Digo algo mais, inclusive;
Tem ser humano que vive
E acha que não vai morrer.
(Lalauzinho de Lalau)
Foi sucesso de verdade,
Lá recitei meu poema!
Toda a vaqueiram veio,
O mais bonito, era o tema!
Foi uma festa consagrada;
A cavalgada da Imaculada
Conceição em Upanema.
Eu agradeço a paroquia,
Com minha fé regressei!
Com as orações pra Maria,
Que é mãe do nosso rei!
Começou lá no Poré;
Com homenagem a Zezé,
Muito obrigado Darley.
Parabéns pra Upanema,
Essa terra tão amada!
A homenagem a Zezé Freire
Nessa linda cavalgada!
No outro ano tem mais;
Foi bonita por demais
A cavalgada da Imaculada.
(Lalauzinho de Lalau)
Ta na força da vontade
No batuque do atrito!
Na atitude mais nobre
No silencio do aflito!
Ta na força de ajudar
A quem quer se levantar;
A coragem não ta no grito.
Ta na seca do Nordeste
Nesse chão torrado e frito!
Ta no pão que mata a fome
No berrado do cabrito
Que escapou de morrer!
Ta em cada amanhecer;
A coragem não ta no grito.
(Lalauzinho de Lalau)