terça-feira, 29 de setembro de 2026

Mote: Só sabe o peso da cruz quem está carregando ela.

 

Quanto pesa a cruz de Cristo?
Qual o livro que revela?
Qual o seu tamanho exato?
Quantos pregos tinha nela?
O evangelho traduz!
Só sabe o peso da cruz
Quem ta carregando ela.

Já passei por tantos cantos
Por ruas, beco e viela!
Estradas com muitas pedras,
Prisões sem ter uma cela!
Mas Deus, me deu um luz;
Só sabe o peso da cruz
Que está carregando ela.

Um fardo muito pesado
Qualquer um de nós revela!
Na lutas do dia a dia,
Na vida a gente se mela;
Quem lava a alma? é Jesus!
Só sabe o peso da cruz
Quem está carregando ela.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Quem eu fui e quem sou eu...

 

Eu comia o que tinha no meu prato
Só usava o que minha mãe me dava
Pouca coisa do resto que faltava
São lembranças, por ter virado um fato!
A farmácia de mãe, vinha do mato,
Sua reza pra mim, era canção!
Quantas vezes peguei na sua mão
Descobrindo o afeto e a segurança;
Se eu pudesse eu voltava a ser criança,
Mas o tempo chegou, dizendo não.

Tanto tempo passou e eu nem vi
E esse tempo ligeiro carregou
O que eu tinha comigo de valor,
Hoje resta as lembranças por aqui!
E a saudade me faz até sorrir
Pra mostrar tudo o que aconteceu,
O que sou, o que tenho, mãe me deu;
E o meu pai me ajuda todo dia
Com palavras, afeto e companhia,
Pra mostrar quem eu fui e quem sou eu.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Mote: Das vezes que eu já caí, todas as vezes, eu levantei...

    Pin de Dino em Pensamentos e Frases | Frases inspiracionais, Frases de  falsidade, Frases verdadeiras

Pelas estradas da vida,
Nos lugares que passei!
Tantas pedras no caminho,
Tantas curvas suportei!
Não podia desistir;
Das vezes que eu já caí,
Todas as vezes, eu levantei!

Ei tive momentos bons,
Esses, não esquecerei!
As pedras e os espinhos,
Passei por cima, ou pulei!
Quando pulei me feri;
Das vezes que eu já caí,
Todas as vezes, eu levantei!

Já levei muita rasteira,
Quem me empurrou? eu não sei!
Tudo é escrito na vida
Pelo o nosso Deus que é rei;
Posso dizer: Consegui!
Das vezes que eu já caí,
Todas as vezes, eu levantei!

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cordel teca na empresa F. Solto homenageia Lalauzinho de Lalau...

 





Muito obrigado F. Solto
E Narciso, nosso irmão!
Amante da poesia,
Da prosa, verso e canção!
Cultura, sem abandono;
Hoje, eu virei patrono
Nessa linda indicação.

Indicado para ser
O amante mais fiel!
Da poesia mais bela
Que existe nesse Vergel!
F. Solto que me diga;
A cultura sempre viva
Na literatura de cordel.

Eu fico lisonjeado
De uma forma especial!
De ser um solicitado
De um jeito bem natural!
Sacudo minha peteca;
Meu nome na cordel teca,
Lalauzinho de Lalau.

Vou levar essa homenagem
Aqui, comigo guardado!
Agradeço a F. Solto
Que aqui, tem o seu legado!
A cultura não perde a vez;
Hoje agradeço a vocês  Narciso, muito obrigado.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A esquerda e a direita...

 

 

Sempre escrevi com a direita,
A esquerda é mais parada!
Mas eu preciso das duas
Pra da calor na boiada!
Manobrar o microfone;
Matar um pouco da fome
Sem as duas, não sou nada.

A esquerda me manobra,
A direita me auxilia!
Mas se eu perder elas duas
Do poeta, o que seria?
É a junção mais perfeita;
A esquerda e a direita
Nesse nosso dia a dia.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Mote: O meu pai sempre me fala, querer bem, é convivência...

   

Sempre escuto os seus conselhos
Pela a voz da experiência!
Tem sabedoria plena
E riqueza de consciência!
E a certeza nunca cala;
O meu pai sempre me fala,
Querer bem, é convivência.

Nem a distancia separa,
Tristeza vem de ausência!
Pensamento vem do tempo,
Riso vem de convergência!
Um ponto comum na sala;
O meu pai sempre fala,
Querer bem. é convivência.

O tempo passa sem pausa
E a vida tem competência,
De viver cada segundo,
Na vida da existência!
Antes de arrumar a mala;
O meu pai sempre me fala
Querer bem, é convivência.

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mote: O vento só leva aquilo que não está enraizado...

    


Folhas secas, galhos podres,
O que estiver ressecado!
Casca que não serve mais,
Nem para o chão adubado!
Leva tudo em grande estilo;
O vento só leva aquilo
Que não está enraizado!

Só carrega o que não serve
Leva com muito cuidado!
As vezes sopra mais forte,
Leva e deixa no passado!
Devemos ficar tranquilo;
O vento só leva aquilo
Que não está enraizado.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Mote: Quem carrega a própria lata, valoriza a gota d´água...

 

Sei que no galão da vida
Toda tristeza deságua!
Já reguei as atitudes
Pra superar cada mágoa;
Dessa sina tão ingrata!
Quem carrega a própria lata,
Valoriza a gota d´água.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Estou um pouco cansado...

 

Estou um pouco cansado
Das lutas do dia a dia!
Da guerra que mata o homem
Com maldade e tirania!
Do abuso contra a criança;
Da falta de esperança,
E da cara, da hipocrisia!

Estou um pouco cansado
Da fome que é tão cigana!
Cansado da enrolação,
Dos gravatas e dos bacana!
Cansado de tanto artista
Dando uma de racista;
Nas vielas da semana.

Estou um pouco cansado
Do abuso de autoridade!
Cansado de tanto sangue
Pelas ruas da cidade!
Cansado de me cansar,
Cansado até de falar
Da dura realidade.

(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O urubu...

 


O urubu sobrevoa
A carniça feito grude!
Voa sem bater as asas
Gozando da altitude!
Só vive na terra quente,
Mas nunca ficou doente;
Morre velho com saúde!

Nasce branco e morre preto!
E a sua alimentação?
É a carne muito podre,
Bicho em decomposição!
Tem o pescoço pelado
Como podre e lambuzado;
Nunca tem má digestão.

(Lalauzinho de Lalau)

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Mote: Qualquer dor é comparada a dor da separação...

 

Agora fez poucos minutos,
Que recebi uma ligação!
Era Moésio Marinho 
Que disse assim, amigão!
Faça um verso, pra o meu amigo sofrido;
Eu disse assim, eu duvido, se não é separação.    

Tentei me explicar pra ela,
Mas vi que foi tudo em vão!
Eu fiz tudo o que podia,
Mas foi, mais forte a razão!
Mesmo assim tudo acabou;
E eu sinto o peso da dor
Da dor da separação.

A dor do parto, a dor nos rins!
A dor de uma injeção,
Dor de dente, dor de cólica,
Dessas de rolar no chão!
Do corte, da topada,
Qualquer dor é comparada;
A dor da separação.

(Lalauzinho de Lalau)

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mote: Cada telha quebrada é a tristeza e a esperança o meu velho cobertor...

 

Tantas noites de chuva e tempestade
Que eu passei numa casa gotejando!
Quando o frio ficava incomodando
Aumentava bem mais minha saudade!
Os trovões, foram a realidade,
Cada raio, aumentava o meu pavor!
Eu tentei me cobrir com tanta dor,
E eu na rede sentindo uma frieza;
Cada telha quebrada é a tristeza
E a esperança o meu velho cobertor.

E a chuva molhando o meu telhado
Procurava uma brecha pra passar!
Cada gota que vinha me molhar
Me trazia um arquivo do passado!
Me mostrava uma alegria, um desagrado
Uma conquista, uma derrota ou um favor,
Uma mágoa, uma raiva ou um rancor;
Mas viver pra mim é uma riqueza!
Cada telha quebrada é a tristeza
E a esperança o meu velho cobertor.

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Era só o que faltava...

 

 



Trabalhar, não receber,
Quando eu ia ela voltava!
A energia tão cara,
O papel vinha e cobrava!
Ta caro o bojão de gás;
Hoje eu não cozinho mais!
Era só o que faltava.

A gasolina acabou
Na hora que eu passeava!
Eu sem um real no bolso,
A família reclamava,
As meninas e a mulher!
O jeito é andar a pé;
Era só o que faltava.

Crise por cima de crise,
A política questionava!
Cada um pune o seu lado,
E o pobre comendo fava;
E hoje nem fava, não tem!
Vamos deixar desdém!
Era só o que faltava.

(Lalauzinho de Lalau

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Essa vida é passageira...

 

A vida tem dessas coisas,
Dor, amor e sofrimento!
Tem dias de tempestade,
Tem dias de livramento!
Tem dias de esperança;
De fartura e de bonança
Pra viver cada momento.

Pois viva, e aproveite a vida,
O resto é tudo besteira!
Faça tudo do seu gosto,
Não se estresse com a poeira!
Porque viemos do pó;
Cante se estiveres só,
Que essa vida é passageira.

(Lalauzinho de Lalau)